POLPA DE FRUTA
   

Mapa obriga indústrias a mostrar percentual de polpa de fruta

Muitas pessoas preferem beber uma lata de suco a uma de refrigerante. Seja por gosto ou por saúde. Mas, será que o produto consumido realmente pode ser considerado um suco? Este questionamento foi uma das razões que fez com que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aprovasse a medida que obriga as indústrias de bebidas não alcoólicas a informar, em seu rótulo, o percentual de polpa de fruta ou suco utilizado na produção. A medida deve vigorar a partir de julho de 2014.

A regra não é de hoje, ela foi publicada em 2013 pelo Mapa em determinação das Instruções Normativas nº 17, 18, 19 e 42. A regra é válida também para chás, refrigerantes e chás. De acordo com Marlos Schuck, chefe da Divisão de Bebidas do Ministério, a medida beneficia produtor e consumidor. “Em dezembro de 2014 a regra passa a valer também para os néctares e sucos tropicais. Essa obrigatoriedade beneficia tanto o produtor quanto o consumidor, pois aumenta a transparência nas relações de consumo das cadeias produtivas envolvidas”.

Para esclarecimentos, é preciso saber que cada fruta tem seu próprio percentual mínimo para ser considerado suco ou néctar, isto porque o nível de acidez e sabor forte influencia no resultado final. Os sucos devem conter 100% de fruta. Já o néctar pode variar em cada sabor. O pêssego, por exemplo, deve conter, no mínimo, 40% de fruta para ser considerado néctar. Já a mesma bebida, feita de pitanga, deve conter 25%.

A decisão não fica apenas na informação rotular. Até 2016, o néctar de laranja e de uva deverão sofrer um acréscimo gradual de polpa de fruta em 20%. Atualmente, para os dois sabores, basta que contenha 30% de polpa ou fruta. Em janeiro de 2016, este número deve chegar em 50%.

No caso de não cumprimento das normas estabelecidas pelo Mapa, o produtor pode ser multado, interdição do estabelecimento, suspensão e até cassação de registros.

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