Cuiabá, 22 de fevereiro de 2019

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CADEIRA COBIÇADA

A escolha do novo conselheiro do TCE-MT virou o baile do risca-faca

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Assessoria/TCE-MT

ALEXANDRE APRÁ ALEXANDRE APRÁ

Jornalista, diretor do blog Isso É Notícia

O processo de escolha da vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Mato Grosso virou o verdadeiro baile do risca-faca.

O episódio mais recente da confusão foi a troca de farpas entre o TCE e a Assembleia Legislativa.

Tudo por conta da suposta indicação do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), que foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) na Operação Rêmora, acusado de ser um dos beneficiários do esquema de propina que foi operado na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O recebimento da denúncia está marcado para os próximos dias, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Para os deputados, mais interessados na vaga e no espólio político de Maluf, a tal da conduta ilibada, um dos requisitos para indicação do cargo, não importa tanto assim.

Diante disso, o corregedor-geral do TCE, zelando pelo bom senso que a Assembleia Legislativa aparenta não ter, produziu uma minuta de rito que, em tese, vetaria que denunciados em crimes contra o patrimônio público, fossem efetivados no cargo.

O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM) ficou bravo e partiu para cima dos conselheiros.

"Querem indicar, querem legislar. Querem fazer tudo. Não vamos permitir", gritou Botelho, sugerindo, inclusive, a extinção dos TCEs. Tudo porque não quer saber de interferência na escolha que cabe ao Legislativo.

A braveza deu resultado. Num claro gesto para evitar a briga entre os poderes, o presidente do TCE, conselheiro Domingos Neto, desautorizou a tal minuta e deixou claro que vai nomear quem a Assembleia indicar.

Agora, cabe a perguntar o que valerá mais para legitimar a indicação: a falta de bom senso da Assembleia que, embora legitimada pelo voto popular, insiste em tornar fiscal de contas quem foi denunciado pelo MP por crimes de corrupção ou fazer a valer a lei e o clamor popular que, neste caso, dependerá de intervenção judicial?

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Já temos 1 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Maísa Paranhos

Maísa Paranhos

Excelente matéria!
Parabéns, Alexandre. Estamos compartilhando nas redes sociais. Pessoas com processos na justiça devem em estar fora do processo. Uma imoralidade!
Grande abraços,
Maísa
DIA 14.02.19 12h16RESPONDER
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