Cuiabá, 24 de junho de 2019

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PAULO LEMOS

Afinal de contas, sou marxista e comunista!?

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PAULO LEMOS PAULO LEMOS

Advogado especialista em Direito Público, educador, palestrante e articulista de opinião

Fico abismado de ser chamado de comunista ou marxista, embora muita coisa se aproveite dos escritos de Marx - nem tudo, é verdade -, pelo simples fato de falar em justiça social, paz, amor e soberania nacional.

Igualdade entre os povos, sem discriminação, liberdade de cada um ser quem é, sobretudo quanto à orientação sexual e sua cor, sem temor da repressão, até da demonização alienada e violência gratuita fruto dos preconceitos estabelecidos, sabe-se lá por quem. 

Fraternidade aos pobres e miseráveis do mundo todo, não carentes de esmola, mas de emancipação, pois ninguém nasceu para sobreviver em condições desumanas, bem como a reprovação das guerras, que nada justifica, a não ser a cobiça. 

Tratam-se de princípios universais de civilidade e humanidade. Nenhum "ismo"!

Nem mesmo o Cristianismo pode querer se adonar deles, como se fossem seus inventores. 

Sócrates, Confúcio e outros já tratavam deles muito tempo antes. Verdade que Jesus também, em que pese a igreja não, em sua grande parte.

Ou deveríamos soltar várias bombas atômicas e mísseis, para explodir o Mundo inteiro, caso esses princípios estejam criminalizados e tenhamos nos tornado em pessoas que não se importam mais com o próximo, seja ele quem for, como um preso, um despossuído, um negro, um indígena e uma transexual?

Não sou comunista, tampouco marxista, embora reconheça várias descobertas no campo da economia política, principalmente, de leis imutáveis do capitalismo, além das suas distorções, como o acúmulo do capital, a luta de classes, vista todo dia no noticiário, e a exploração da força de trabalho do trabalhador, havendo uma gigantesca diferença do soldo dele, que é quem faz o serviço, soluciona o problema e deixa o cliente satisfeito, e o empregador que lucra muito encima dele, o que se chama de mais-valia. 

Sou apenas um ser humano, de carne e osso, muita luta, muitos erros e acertos e muitos sonhos! 

Defendo a condição humana e os direitos humanos por acreditar que são o que temos de mais avançado dentro e fora da institucionalidade, para resguardo da integridade física, mental e existencial, todas como parte da dignidade da pessoa humana, e o protagonismo político e social, com base no direito fundamental da cidadania.

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