Cuiabá, 24 de junho de 2019

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CONSCIENTIZAÇÃO

AL realiza 3º Encontro de Conscientização sobre a Doação de Medula Óssea em Mato Grosso

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A Semana Estadual da Importância da Conscientização da Doação de Medula Óssea, conforme a Lei Estadual nº 9.807/2012, de autoria do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, iniciou hoje (28) e prossegue até amanhã (29), no auditório da  Unic.

Na manhã de hoje (28), o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o médico Luis Fernando Bouzas, um dos palestrantes, falou sobre o tema "Transplante de medula óssea, indicações e seleção de doadores".

Ele disse que em 2003 o Brasil tinha apenas 35 mil doadores de medula óssea, para uma população estimada de 200 milhões de habitantes. Mas, em pouco mais de 10 anos, o número de doadores atingiu 4,8 milhões de pessoas cadastradas. Segundo ele, hoje o Brasil é terceiro maior do mundo em pessoas cadastradas, ficando atrás dos Estados Unidos e da Alemanha.

Luis Bouzas afirmou que, em 2003, em 15% da população brasileira encontrava pessoas interessadas em fazer a doação de medula óssea. Hoje, segundo ele, esse percentual cresceu para quase 80%. Mas ele fez um alerta para que os doadores se mantenham com o cadastro sempre atualizado.

“O objetivo final é que o crescimento tem que ser constante. Hoje, uma pessoa que precisa realizar um transplante não tem muita dificuldade para fazer o procedimento e curar a doença. Infelizmente muitas pessoas que se cadastram não são chamadas nos cinco ou dez anos. Nesse período, mudam de endereço e não atualizam o cadastro. Se precisar falar com o doador, não vai conseguir falar com ele”, disse Bouzas.

A campanha é realizada há cinco anos no estado, com o respaldo do MT-Hemocentro e do Inca. De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto de Figueiredo, o estado de Mato Grosso precisa trabalhar e fortalecer o tema de doação de medula óssea em todos os 141 municípios mato-grossenses.

“Hoje, o MT-Hemocentro já faz o trabalho de cadastro junto ao Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) com mais de 65 mil pessoas cadastradas. Aqui em Mato Grosso, existe doadores que foram identificados compatíveis. Mas o estado precisa investir mais para que o número de doadores aumente. Isso será possível por meio de debates permanentes como o de hoje”, disse Figueiredo.

O deputado Ondanir Bortolini, Nininho (PSD), disse que Mato Grosso avança muito na questão de medicina e, por isso, o transplante de medula óssea pode deixar de ser um sonho a curto prazo para se tornar realidade.

“Vai chegar o momento em que o estado estará apto a realizar o transplante de medula óssea. Mato Grosso é referência geográfica ao se localizar no Centro-Oeste do país e aqui poderá atender outros estados brasileiros, esse também é um dos objetivos. Para se ter ideia, nos últimos cinco anos, o número de cadastro aumentou cerca de 25% no Redome”, disse Nininho.

A diretora do MT-Hemocentro, Gian Carla Zanella, disse que desde o começo de eventos relacionados à campanha de doação de medula óssea houve aumento no número de candidatos à doação. Segundo ela, o objetivo é desmistificar e sensibilizar a opinião pública sobre a forma da coleta e do cadastro à doação de sangue. Outro objetivo é o de levar a campanha para o interior do estado.

“Durante o cadastro é retirado cerca de 5 ml de sangue, é uma coleta normal de sangue na veia do braço. Se o genótipo da pessoa for compatível com algum receptor – depois de cruzar os dados do Redome com o do Rereme (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea) - vai para o segundo passo, quando é feita a realização de sorologia. A terceira etapa é feita por meio de aférese (máquina que retira o sangue do doador e coleta apenas a célula-tronco que produz a célula sanguínea) e ainda pode ser feita por meio de punção na região do ilíaco”, explicou Zanella.

De acordo com Zanella, a lista de espera para receber a medula óssea compatível é muito grande em todo o mundo. Nesse contexto, o Brasil é o terceiro banco de medula óssea. Segundo ela, há um trabalho constante no país para o cadastramento de pessoas com genótipos diferentes.

“A chance de um doador compatível é de um para dez mil, por isso tem que aumentar o número de candidatos à doação de medula óssea. A miscigenação da população em Mato Grosso é alta, trabalhamos para que aumente o número de doadores compatíveis no interior do estado”, disse Zanella.

Hoje, o cadastro para a possível doação da medula óssea é feito apenas no MT-Hemocentro de Cuiabá. Mas, segundo Zanella, existe um estudo para levar a realização do cadastro para o interior de Mato Grosso. “Não há necessidade de agendamento. As pessoas precisam ter até 55 anos de idade para fazer o cadastro e para a doação até 6º ano de idade. Estar bem de saúde é o fundamental para fazer o cadastro”, disse Zanella.

A estudante de fisioterapia Thaynara Cristina da Silva realizou o transplante de medula óssea após seis meses de fazer o cadastro no Redome. Ela estava com leucemia (câncer dos tecidos formadores do sangue) e fez o transplante no Hospital das Clínicas de Curitiba (PR). Na primeira tentativa, Silva disse que tinha encontrado um doador, mas ele desistiu durante a etapa de doação.

“Isso foi muito triste. Mas depois de três meses surgiu o novo doador. Esse deu certo. Nesse ínterim tive medo, porque a mudança é radical em sua vida. Passa por quimioterapia e outros tratamentos. Chega um momento que você fica com medo. Mas quando você sabe que tem cura, fica mais aliviado. Agora levo uma vida normal, graças a Deus”, disse Thaynara da Silva.

Já o guarda municipal de Várzea Grande Leonard Nicollas de Oliveira disse que desde 2007 é candidato a doador de medula óssea. Mas a doação só ocorreu em 2018. O procedimento foi feito no Hospital Metropolitano de São Paulo. “É uma satisfação muito grande em ajudar uma pessoa especifica, mas sabemos que a ajuda é muito mais ampla (família e amigos). É gratificante saber que a pessoa está 100% sadia”, explicou Oliveira.

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