Cuiabá, 15 de setembro de 2019

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INVESTIGAÇÃO DO GAECO

Grupo de extermínio ligado a PMs de MT também matou quem não tinha passagem criminal

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Policiais de alta patente foram presos pela Gaeco por ligação com grupo de extermínio

ALEXANDRE APRÁ ALEXANDRE APRÁ

Jornalista, diretor do blog Isso É Notícia

O grupo de extermínio identificado pelo Gaeco-MT nas operações Mercenários e Coverage, que resultaram na prisão de militares nesta quarta-feira (21), também está relacionado a homicídios de pessoas que não tinham passagem pela Polícia.

É o que revela o Procedimento Investigatório Criminal Nº 003/2019, aberto pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado, órgão ligado ao Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso, ao qual o blog teve acesso.

As páginas do inquérito revelam que vários policiais militares de Mato Grosso atuaram na prática sistemática e estruturada de crimes hediondos - mediante o uso de um forte arsenal como armas do tipo pistola, calibre 9 mm, calibre .45, além de escopetas de calibre 12 mm.

Segundo a investigação, o grupo utilizava-se de táticas de inteligência sofisticada como uso de veículos alternados, placas frias, balas clavas e roupas camufladas, com direito a execuções brutais. 

Arma de tenente da PM foi usada em sete homicídios ligados a grupo de extermínio

Arma de tenente da PM foi usada em sete homicídios ligados a grupo de extermínio, apontam laudos

Pagamento por serviço e queima de arquivo

Em um dos homicídios investigados pela Operação Mercenários está o de Eduardo Rodrigo Bekcer que, conforme o inquérito, há fortes indícios de existência de promessa de pagamento pelo "serviço".

Em outro caso, referente ao assassinato de Rosilene Ferreira de Carvalho que não tinha passagem pela Polícia, a investigação aponta que a morte foi encomendada por meio de "queima de arquivo" para que informações que comprometeriam o grupo de extermínio e seus membros não chegassem às autoridades.

"(...) importante pontuar que o homicídio de Rosilene Ferreira de Carvalho demonstra que o grupo não titubeia em matar pessoa não-criminosa quando esta, sob sua ótica, puder significar risco de alguma forma à sua atuação, ou seja, não hesitam em impedir a colheita de provas de suas ações criminosas", escreveram os promotores que conduzem as investigações.

O outro braço do esquema, segundo o Gaeco, está o núcleo de cobertura, responsável por falsificar dados das armas no sistema da Polícia Militar de Mato Grosso, para que as investigações não chegassem aos PMs.

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