Cuiabá, 22 de outubro de 2019

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DE BRAÇOS CRUZADOS

Professores decidem continuar greve em Mato Grosso

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Sintep-MT

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Em assembleia-geral realizada em Cuiabá nesta segunda-feira (1º), professores e demais servidores da rede estadual de Educação decidiram pela continuidade da greve geral por tempo indeterminado até que o Governo de Mato Grosso apresente uma proposta concreta e um documento se comprometendo a cumprir a Lei Estadual 510/2013 que prevê reajuste gradual à categoria até 2023. 

Os professores estão de braços cruzados desde o dia 27 de maio enquanto cerca de 450 mil alunos permanecem sem aulas nos 141 municípios mato-grossenses. Ao término da reunião ampliada no Colégio Estadual Presidente Médici, no bairro Araés, os servidores saíram em passeata por algumas ruas e avenidas da região central de Cuiabá.

Na assembleia-geral, foram debatidas as pautas da greve e a ausência de propostas determinantes no documento apresentado pelo governo na semana passada após uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

Ao final, após falas de sindicalistas, professores, vaias e gritos de guerra contra o governador Mauro Mendes (DEM), ficou deliberado pela continuidade da greve mesmo com corte de ponto e desconto de salários dos servidores que aderiram ao movimento. 

A categoria votou e decidiu, por unanimidade, que a greve continua até o governo apresentar um documento reconhecendo que a lei 510 de 2013 está em vigor, é justa e será respeitada com programação para aplicação de reajuste de 7,69% antes da data base do próximo ano e pagar os índices de reajustes nela contidos. Também ficou definido que o Sindicato dos Profissionais da Educação ( Sintep-MT) comunicará ao Tribunal de Justiça a necessidade de dar condições para conciliação a ser incentivada pela Justiça.  

Observaram que, se de fato, o governo quiser negociar, a categoria vai marcar uma nova assembleia para a próxima sexta-feira (5). Se o governo mandar algum documento, essa assembleia poderá ser antecipada. 

POUCOS AVANÇOS

Durante o ato, o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira ressaltou que o corte de ponto é indevido. Por outro lado, destacou que a greve avançou em dois aspectos, dentre eles o cronograma de chamamento de aprovados em concurso público apresentado pelo Governo do Estado. A partir de 20 de julho, começam chamamentos que vão durar até 30 de setembro. 

“Também apresenta a prorrogação do concurso público até 2022. Com a prorrogação do concurso, teremos condições de ampliar o chamamento do concurso e garantir a posse de todos os cargos livres aqui em Mato Grosso”, disse o sindicalista. 

Em relação às escolas que precisam de reformas e reparos urgentes, o governo apresentou lista de algumas que serão melhoradas. Em relação aos pagamentos de licença prêmio e licença de qualificação profissional, Valdeir ressaltou que “é direito de carreira. Vamos provar que o Governo está avançando muito aquém daquilo que é necessário”. 

Outra reivindicação debatida foi a questão do 1/3 de férias para contratos temporários. “Direito constitucional e queremos que pague este dispositivo constitucional dos últimos 5 anos”, disse Pereira. 

Valdeir Pereira e outros professores que fizeram fala destacaram ainda que o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) é uma pauta coletiva, de todas as categorias do funcionalismo. “Se for uma pauta de todas as categorias, não temos dúvidas de estar dentro de uma greve geral”, observaram. 

Os sindicalistas e professores deixaram claro que não abrem mão dos valores descontados com o corte de ponto e defendem que a restituição  terá que ser feita de maneira automática em folha complementar na folha do mês de maio. “Dois pontos inegociáveis é pagar a Lei 510 e também restituir integralmente o ponto cortado dos nossos salários”, ressaltou o presidente do Sintep-MT. 

PRÓXIMOS ATOS 

Os servidores grevistas lembraram que nos próximo dias a Assembleia entra em recesso e antes disso pretendem fazer mobilização no local. “O que está em risco é a lei 510 devido à truculência do governo”, afirmaram destacando que no dia 11 deste mês vão realizar uma grande mobilização em Cuiabá. Além disso, devem planejar e colocar em prática uma série de ações se o Governo não negociar e atender as principais reivindicações que são o reajuste salarial de R$ 7,69% , pagamento da RGA e cumprimento da Lei Estadual 510/2013. 

Por fim, deixaram o local da assembleia geral usando cartazes, faixas e entoando gritos como “a greve continua” e  “Sintep livre, democrático, de luta”.  Também gritavam em coro “governo salafrário, cadê nosso salário”. (Wellington Sabino)

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