Cuiabá, 25 de agosto de 2019

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Relatório sobre atentado contra Selma foi baseado em fonte anônima e corrobora versão de Gerson

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Alair Ribeiro/MidiaNews

Cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, ex-agente do Gaeco e operador dos grampos clandestinos em MT

ALEXANDRE APRÁ ALEXANDRE APRÁ

Jornalista, diretor do blog Isso É Notícia

O relatório de informações assinado pelo cabo Gerson Luiz Ferreira Junior que deu origem a uma investigação sobre um possível atentado contra a vida da ex-juíza Selma Arruda é baseado quase que exclusivamente em um relato anônimo escrito pelo próprio militar.

A informação consta no Procedimento de Investigação Criminal (PIC) Nº 008/2015/Gaeco-MT, ao qual o Isso É Notícia teve acesso e corrobora as declarações do militar dadas à Justiça no inquérito dos grampos clandestinos de que o atentado foi 'fabricado' para investigar inimigos políticos do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

No PIC 008 constaram como investigados o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado estadual José Riva, os empresários Antonio Milas, dono do jornal Centro-Oeste Popular, Filadelfo dos Reis Dias, dono do Grupo Dias, e Rico Abdalla, e outros supostos pistoleiros que já foram investigados pelo Gaeco na Operação Tentáculos, deflagrada em 2013 e arquivada por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Rogério Fiorentino/Olhar Direto

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De acordo com o relatório de informações com 32 páginas, de 8 de dezembro de 2015, o cabo Gerson comunicou ao promotor Marco Aurélio de Castro, à época coordenador do Gaeco-MT, ter recebido um informe revelante e fundamentado de "fonte incontestavelmente confiável" de que havia um plano operado por um grupo para matar a ex-juíza, entre outros crimes.

A informação era de que o plano vinha de um grupo altamente poderoso econômica e politicamente.

Toda a investigação foi iniciada a partir de um relato da fonte anônima sobre um suposto encontro entre Silval e seu irmão Toninho Barbosa, o ex-deputado José Riva e Rico Abdalla na fazenda do empresário Antonio Millas, em Nossa Senhora do Livramento-MT.

A partir disso, o Gaeco tentou buscar uma conexão entre os suspeitos. Foram realizadas diversas diligências, monitoramentos fotográficos, levantamento de empresas e interceptções telefônicas.

O blog mostrou, nesta terça-feira (6), que até um promotor de Justiça teve um encontro com um investigado e acabou aparecendo nas páginas do PIC.

A investigação fez questão de registrar até supostos relacionamentos extraconjulgais de um dos investigados.

Mas, todo o relato feito pelo cabo Gerson não encontrou respaldo nas diligências operadas pelo Gaeco nos meses seguintes. Nenhuma interceptação ou ligação entre os investigados aparece nas páginas do PIC.

Após indas e vindas de autorizações de interceptações autorizada pela Justiça, o PIC foi arquivado por decisão da 7ª Vara de Cuiabá.

Trechos do relatório do cabo Gerson que embasou investigação de suposto atentado contra Selma Arruda:

 

 

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