Cuiabá, 21 de agosto de 2019

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MÁRIO NADAF

Terra Brasilis, Terra de Rondon - de Mimoso para o mundo

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MÁRIO NADAF MÁRIO NADAF

Advogado, Professor , Historiador e líder do PV na Câmara Municipal de Cuiabá

05 de maio de 1865, há exatos 154 anos, nascia no povoado de Mimoso, Distrito de Santo Antônio de Leverger, o menino Cândido Mariano da Silva Rondon, mais tarde, Marechal Rondon, posto esse lhe conferido pelo Congresso Nacional, três anos antes da sua morte, ocorrida em 19/01/1958. Forma-se engenheiro militar e bacharel em ciências físicas, naturais e matemáticas no Rio de Janeiro em 1890. Quatro anos depois entra para a comissão construtora de linhas telegráficas entre Goiás e Mato Grosso. Apenas um breve relato sobre este militar, indigenista, sertanista, geógrafo, cartógrafo, botânico, etnólogo, antropólogo e ecologista (Ufa!) mato-grossense, líder de expedições desbravadoras no Oeste do Brasil e fundador do Serviço de Proteção ao Índio.

O que falar desse grande desbravador que cortou milhares de quilômetros por entre florestas inexploradas e sertões, pelos mais longínquos e afastados pontos do Brasil, se privando do convívio da família e amigos, estendendo linhas telegráficas pela vastidão do então, inóspito, interior brasileiro. Durante sua vida, abriu caminhos e elaborou as primeiras cartas geográficas, integrando os estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e, mais tarde, com a região amazônica, esta por ordem do Presidente da República Afonso Pena, cuja ação foi importante dada à necessidade do governo controlar o comércio internacional que atravessava o território brasileiro, deixando um legado imensurável para as futuras gerações.

Nos estados por onde passou, as áreas exploradas por Marechal Rondon eram habitadas predominantemente por índios das mais variadas etnias, como os Nambiquaras e Parecis, quando estudou o comportamento e colheu as suas falas, algumas delas ainda hostis. A política do sertanista de não revidar, nem usar violência, culminou na famosa frase “morrer se preciso , for matar nunca”.

Por ter sangue indígena, marechal Rondon acreditava que os índios não eram hostis e poderiam integrar-se à sociedade. Estavam na verdade, sendo dizimados há séculos por colonizadores que invadiam suas aldeias e os expulsavam de suas próprias terras.

Nas expedições que comandou mostrava a busca pela paz e amizade, alcançada com a troca de presentes, como machados, caldeirões e facões. Ao longo das andanças pelo Brasil, alguns de seus subordinados perderam a vida ou foram feridos, mas nenhum deles recuou do lema de Rondon.

Seu pacifismo sempre falava mais alto, o que o fez demonstrar superioridade de seus homens sem ter que derramar sangue, sendo reconhecido como herói pela sociedade brasileira, pela sociedade internacional e pelo próprio Congresso brasileiro, principalmente quando foi promovido a Marechal em 1955, pelas suas atividades profissionais dentro do Exército e, mais importante ainda, realizadas dentro do território nacional sendo o único marechal promovido por atuar no espaço da paz e do serviço a pátria.

Do seu árduo trabalho de instalação das redes telegráficas resultou a abertura de inúmeras estradas, como a BR 364, que ficou conhecida como “Estrada de Rondon”.

Pelo seu legado e vastos serviços prestados para o desenvolvimento do país, não por acaso, esse abnegado brasileiro se tornou o único personagem da história do Brasil a ser homenageado com o nome de um Estado da Federação, Rondônia, antigo Território Federal do Guaporé.

Rondon foi o homem certo, no local certo. O modernizador na transição entre o Império e a República, segundo o professor de história da Universidade Federal de Rondônia, Edinaldo Bezerra de Freitas.

O reconhecimento dos feitos de Rondon ultrapassou as fronteiras do Brasil e teve a glória de ter o seu nome escrito no Livro da Sociedade de Geografia de Nova Iorque, como o explorador que penetrou mais profundamente em terras tropicais. Daí, saiu de Mimoso, para o mundo.

Portanto, a mais autêntica homenagem que se pode prestar aos grandes vultos da Pátria é manter sempre viva a lembrança dos seus feitos, interpretar os acontecimentos de que participaram e recolher os dignos exemplos que nos legaram.

As magistrais lições que emanam de suas incomuns existências constituem a imortal seiva que robustece crenças, revigora forças para a travessia do presente e inspira a busca do futuro.

A tenacidade, a dedicação, a abnegação e o altruísmo, atributos marcantes de sua personalidade, o fazem merecedor, com indiscutível justiça, de todas as homenagens que, por ventura, prestarem a ele e, mesmo que sejam incontáveis, ainda assim serão muito poucas.

Salve Marechal Rondon! 

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