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COTIDIANO 25 de Abril de 2014, 07:30 - A | A

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014, 07h:30 - A | A

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Após assembleia, professores da UFMT decidem não paralisar atividades

Após assembleia, professores da UFMT decidem não paralisar atividades

 

Reprodução

Ao menos por enquanto, UFMT não entrará em greve

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não deflagrará greve nos próximos dias. O indicativo de paralisação, que havia sido assinado no dia 26 de março, foi retirado durante assembleia realizada pela Associação de Docentes da UFMT (Adufmat), nesta quinta-feira (24). Ao menos por enquanto, a universidade não irá paralisar as suas atividades.

 
Nesta semana, todas as universidades federais realizaram assembleias para discutir acerca das paralisações. Cada unidade de ensino possuía autonomia para definir se deveria ou não aderir ao movimento. Apesar de não ter deflagrado greve, a UFMT aguarda decisão de todas as instituições federais do país.


Caso a maioria das unidades opte pela greve, uma nova assembleia será realizada para decidir se os campi de Mato Grosso irão aderir ao movimento. “Não é porque os outros estados foram favoráveis à greve que também teremos de ser. Os professores daqui é que vão decidir”, contou a professora aposentada, Iva Ferreira, uma das representantes da Adufmat.


Para decidir por não deflagrar greve, os professores observaram diversos pontos referentes à universidade. “Analisamos a conjuntura política, o momento em que vivemos, a recente paralisação e optamos por não fazermos greve neste momento”, argumentou a professora aposentada.


Entre as reivindicações feitas pelos professores, a reestruturação da carreira docente e melhorias na infraestrutura do ensino são os principais pontos. Tais aspectos continuarão sendo discutidos pela Adufmat, afirmou Iva Ferreira. “Agora teremos mais tempo para nos aprofundarmos nesses temas”.


Apesar de não ter prosseguido com a ideia de paralisação, a Adufmat havia afirmado que a greve de 2012 nunca foi encerrada, apenas suspensa. A classe acredita que as reivindicações da época não foram atendidas e não houve progresso nas pautas. “O plano de carreira firmado não foi cumprido. Quem negociou a suspensão da paralisação de 2012 foi um sindicato fantasma, criado pelo MEC, juntamente a professores da base aliada do governo”, contou a tesoureira do sindicato dos professores da UFMT, Maria Luzinete.


A nova paralisação seria o retorno do movimento grevista de 2012, suspenso por ocasião de um acordo. Conforme a Adufmat, o documento contraria as pautas de reivindicações da época e estabelece um aumento salarial escalonado, com valores de 15% a 45% a depender da titulação do docente.


Além disso, com a nova Carreira Docente imposta pelo Governo, os professores alegam que irão demorar mais tempo para chegar ao Adjunto 4, que é o último estágio. Com a implantação do acordo, um docente com doutorado aprovado hoje em concurso público demorará 9 anos para chegar ao topo da Carreira e, executando todas as tarefas de ensino-pesquisa-extensão que for capaz, terá apenas R$ 1.300, 00 de ganho real nesse período.

 

Técnicos-administrativos permanecem em greve

 

Enquanto os professores decidiram não paralisar as atividades, os técnicos-administrativos da UFMT seguem em greve desde o dia 21 de março. Conforme a classe, ainda não há nenhuma previsão de quando a greve chegará ao fim.

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