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COTIDIANO 25 de Março de 2014, 12:28 - A | A

Terça-feira, 25 de Março de 2014, 12h:28 - A | A

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Após nova proposta da prefeitura, professores de VG encerram greve

Após nova proposta da prefeitura, professores de VG encerram greve

 

Reprodução

Professores de Várzea Grande encerraram greve nesta terça-feira (25)

Após 38 dias de paralisação, chegou ao fim nesta terça-feira (25) a greve dos servidores da rede municipal de ensino de Várzea Grande, localizada na região metropolitana de Cuiabá. A decisão foi tomada após a Prefeitura do município fazer uma proposta de reajuste salarial que agradou a classe. O ano letivo, que ainda não havia iniciado na cidade, deverá começar a partir desta quarta-feira (26). Estima-se que 18 mil alunos estavam sem aulas.

 
Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/VG), Gilmar Soares, o termo aprovado prevê um reajuste do Piso Salarial de 16,32% sendo aplicado em maio, com a confecção de tabelas próprias de 2013 e 2014. A Prefeitura terá prazo de 90 dias para realizar o cálculo das perdas financeiras reais sofridas pela categoria desde 2010 e apresentar um cronograma de pagamento das diferenças salariais. Soares ainda afirmou que os reajustes contemplam toda a categoria.


Em greve desde o dia 17 de fevereiro, os professores de Várzea Grande já haviam recebido uma outra proposta da prefeitura, que não foi aprovada pela classe. Porém, nesta sexta-feira (21), após seis horas de audiência de conciliação, realizada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a classe recebeu um segundo termo de mediação para que a greve chegasse ao fim.


A vice-presidente do Sintep/VG, Cida cortez, afirmou que nem todas as reivindicações foram contempladas no acordo com a prefeitura. “Essa foi só uma preparação para as próximas. Travamos uma luta firme pelo para reafirmar os pontos estruturantes: Reestruturação do PCCS, recomposição do piso salarial, enquadramento na carreira retroativo a 2010 e a partir de agora podemos avançar para a valorização dos profissionais da rede municipal de VG”, frisou a vice-presidente.


Cortez ainda disse, em entrevista ao Isso É Notícia, que a reposição de aula dos 38 dias de greve, sendo 23 deles letivos, será conforme decisão de cada escola. “Cada comunidade escolar irá definir como irá organizar o calendário escolar. As escolas têm autonomia para isso, desde que garantam os 200 dias letivos e a cara horária mínima de 800 horas de aula”, contou.


De acordo com a secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Várzea Grande (Sintep-VG), Ana Delma Borges, as reivindicações feitas em outras greves da classe não haviam sido atendidas. “Em paralisações anteriores, a prefeitura prometeu atender aos nossos pedidos, porém, nada foi cumprido”, relatou Borges. “Por conta das promessas não cumpridas anteriormente, eu tenho as minhas dúvidas em relação ao novo plano de carreira”.


Uma das reivindicações dos professores era o reajuste salarial que, conforme a classe, estava aquém do piso salarial de 2012. Atualmente, o salário dos educadores de Várzea Grande é R$906,00. O valor correto, conforme o Sintep-VG, deveria obedecer o piso salarial de 2014, que é de R$1.768,00. “Nós sabemos que não conseguiremos chegar neste piso, porém, queremos que nossos salários estejam o mais próximo possível deste valor”, afirmou Ana Adelma, na época em que a greve havia sido deflagrada.


Paralisação nacional


Na semana passada, todas as escolas do país que compõem a rede pública de ensino ficaram sem aula entre os dias 17 e 19 de março. A greve nacional de professores foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que representa mais de 3 milhões de educadores das redes públicas de educação básica. A classe reivindica o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada; investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria; votação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE) e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública.

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