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Greve dos professores de VGjá dura mais de 35 dias |
A greve dos professores da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande já dura mais de 35 dias e pode chegar ao fim nesta terça-feira (25), quando será realizada uma assembleia geral da classe. Na última sexta-feira (21), os profissionais da educação receberam uma nova proposta para dar fim ao movimento grevista. Estima-se que 18 mil alunos da região estejam sem aula.
Após seis horas de audiência, realizada nesta sexta-feira (21) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a classe recebeu um segundo termo de mediação para que a greve chegasse ao fim. A proposta será analisada pelos profissionais da educação nesta terça-feira (25) em uma assembleia geral, realizada no colégio Licínio Monteiro. Um protesto contra a falta de apoio da prefeitura no sistema educacional do município, que estava marcado para esta segunda-feira (24), foi cancelado após a reunião.
Conforme a secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Várzea Grande (Sintep-VG), Ana Delma Borges, em entrevista ao Isso É Notícia, as reivindicações feitas em outras greves da classe não foram atendidas. “Em paralisações anteriores, a prefeitura prometeu atender aos nossos pedidos, porém, nada foi cumprido”, relatou Borges. “Por conta das promessas não cumpridas anteriormente, eu tenho as minhas dúvidas em relação ao novo plano de carreira”.
Na manhã da última terça-feira (18), os professores foram às ruas da cidade e protestaram contra a falta de acordo com a prefeitura. Distribuindo panfletos que mostravam a situação atual da educação pública, os profissionais pediam por novos concursos públicos, melhor infraestrutura na rede educacional e aplicação integral dos recursos destinados à educação. “Quando chove, as goteiras sempre atrapalham as aulas”, relata Borges.
Uma das reivindicações dos professores é o reajuste salarial que, conforme a classe, está aquém do piso salarial de 2012. Atualmente, o salário dos educadores de Várzea Grande é R$906,00. O valor correto, conforme o Sintep-VG, deveria obedecer o piso salarial de 2014, que é de R$1.768,00. “Nós sabemos que não conseguiremos chegar neste piso, porém, queremos que nossos salários estejam o mais próximo possível deste valor”, afirmou Ana Adelma.
Outro ponto que a classe pretende melhorar é o fato de não terem nenhum acréscimo salarial após realizarem o curso Profuncionário, programa que visa a formação dos funcionários de escola, em efetivo exercício, em habilitação compatível com a atividade que exerce na escola.
Paralisação nacional
Na semana passada, todas as escolas do país que compõem a rede pública de ensino ficaram sem aula entre os dias 17 e 19 de março. A greve nacional de professores foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que representa mais de 3 milhões de educadores das redes públicas de educação básica. A classe reivindica o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada; investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria; votação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE) e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública.










