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COTIDIANO 29 de Janeiro de 2014, 16:00 - A | A

Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014, 16h:00 - A | A

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Após pressão, Governo irá reavaliar implantação de pedágio na MT-251

Após pressão, Governo irá reavaliar implantação de pedágio na MT-251

Montagem / Isso É Notícia

O secretário da Setpu/MT, Cinésio de Oliveira, pediu que pedágio na MT-251 seja reavaliado

A Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu/MT) admitiu, nesta quarta-feira (29), que irá reavaliar a implantação de quatro praças de pedágio na rodovia estadual Emanuel Pinheiro, a MT-251, entre Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Campo Verde.

A medida foi duramente criticada por parte da sociedade e, após três audiências públicas, o secretário Cinésio de Oliveira solicitou a reavaliação do estudo de viabilidade à empresa responsável.

“A proposta inicial previa três praças de pedágio entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães e mais uma no trecho até Campo Verde. O novo estudo indicará se serão mantidas as quatro, ou apenas três serão implantadas, sendo que entre a Capital e Chapada dos Guimarães não haverá mais que dois pontos de pedágio”, diz trecho da nota da Setpu.

O relatório final deve ser entregue no próximo dia 15 de fevereiro. Contudo, no último dia 22 de janeiro, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) protocolou na Procuradoria Geral de Justiça e na Assembleia Legislativa, pedido para que fossem promovidas novas audiências públicas para debater o assunto.

Isso porque, para um dos coordenadores do MCCE, Antônio Cavalcante Filho, as discussões promovidas pelo governo foram mal convocadas e sem participação ampla dos principais atingidos com a nova cobrança.

Para Cavalcante, o direito de ir e vir nas estradas está incluído na Constituição Federal de 1988. “E não é justo, pois todos pagaram impostos que foram utilizados nas obras da construção dessas estradas.. Esses recursos empregados ali são de todos nós, não podemos ficar acomodados vendo isso acontecer”.

O líder do Movimento acredita que com a criação dos pedágios, Chapada ficará restrita para a parcela mais rica da população. “Aquela região de Chapada, que temos para poder usufruir, vai ficar difícil. Qual pai de família vai poder se deslocar para lá com esse pedágio? Lá você já tem que gastar com restaurante caro, às vezes com guia turístico e agora ainda mais esse pedágio”.

Para a jornalista e organizadora do Movimento Pedágio Não (MPN), Fernanda Leite, a existência do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB) e a condição financeira da população, são os principais fatores para que não seja implantado o pedágio.

“Já existem recursos disponíveis para manutenção e pavimentação de estradas no Estado. Existe o Fethab, um dinheiro que os próprios produtores do estado contribuem e não estão vendo este recurso sendo investido. Chapada é o único ponto turístico onde o cuiabano tem para passar o final de semana. Para visitar qualquer ponto na chapada, o turista tem que pagar e agora essa. Sem contar que têm pessoas que trabalham em Cuiabá e moram em Chapada, ou vice-versa, como fica a situação destas pessoas?”, questionou.

Porém, para o secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, o pedágio em determinadas estradas de Mato Grosso é “um caminho sem volta”. “O Estado vai verificar de perto a cobrança para que seja justa e não exorbitante para a sociedade”.

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