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COTIDIANO 05 de Maio de 2014, 17:01 - A | A

Segunda-feira, 05 de Maio de 2014, 17h:01 - A | A

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Após tentativa de reconciliação, funcionários da CAB permanecem em greve

Após tentativa de reconciliação, funcionários da CAB permanecem em greve

 

Divulgação

Funcionários da CAB estão em greve desde a última sexta-feira (02)

A paralisação dos funcionários da CAB Cuiabá, concessionária dos serviços de água e esgoto da Capital, permanece sem prazo para terminar. Nesta segunda-feira (05), a classe teve uma audiência conciliadora no Ministério Público do Trabalho (MPT), porém a proposta feita pela concessionária não agradou os trabalhadores. A CAB alega que os servidores têm uma postura inflexível.

 


De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Cuiabá (Sintase), Ideueno Fernandes, a proposta feita pela CAB, durante a audiência conciliadora, não foi coerente com as reivindicações. “Eles propuseram aumento de acordo com a inflação e um reajuste de apenas 15% no vale-alimentação”, contou.


O aumento, seguindo a inflação, seria correspondente a um reajuste de 6%. A classe, porém, solicita um aumento salarial de 15%, valor que seria referente à inflação e à valorização da mão de obra. Os funcionários também acreditam que o reajuste do vale-alimentação deveria ser superior aos 15% propostos pela concessionária.


O presidente do Sintase não acredita que a CAB irá colaborar com as negociações e, em razão disso, não será possível haver um consenso. “A impressão que eu tenho é de que a empresa vai querer uma decisão judicial. Vão deixar a gente muito tempo em greve para que depois eles entrem na justiça”, disse.


Nesta quarta-feira (07), uma nova reunião conciliatória está marcada entre os funcionários e a CAB.


O número de funcionários trabalhando durante o movimento grevista segue a decisão da Justiça do Trabalho. Nas atividades essenciais, como nas Estações de Tratamento de Água, Captação e Centro de Controle Operacional, o efetivo é de 50% dos servidores.


Nas atividades de atendimento ao público, corte, faturamento e arrecadação, o número de empregados trabalhando é de 30%. Caso a decisão do Tribunal de Justiça não seja cumprida, o Sintase terá de pagar uma multa diária de R$ 10 mil.


A liminar foi expedida pela CAB Cuiabá nesta sexta-feira (02), após os funcionários deflagrarem greve.

CAB alega inflexibilidade
Em nota enviada à imprensa, quando a greve foi deflagrada, a CAB Cuiabá relatou que os funcionários tiveram uma postura inflexível durante as negociações. Eles alegam que a proposta apresentada pelo Sintase está além da realidade praticada no País.

A concessionária ainda afirmou que o processo de negociação entre as partes não havia sido encerrado e, por conta disso, a paralisação das atividades foi uma medida extrema.

Ao final da nota, a concessionária afirmou estar aberta a negociações. “A empresa ressalta que está aberta ao diálogo com o sindicato para que os serviços essenciais (abastecimento e atendimento) à população não sofram qualquer prejuízo”, finalizou.

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