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COTIDIANO 02 de Fevereiro de 2014, 07:00 - A | A

Domingo, 02 de Fevereiro de 2014, 07h:00 - A | A

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Cão que seria sacrificado após ataque de pitbull recebe tratamento e retorna à família

Cão que seria sacrificado após ataque de pitbull recebe tratamento e retorna à família

 
 

Reprodução/Facebook

Dayna Mendonça abraçada ao Duke. "Foi Deus, estamos muito felizes".

Final feliz. Este é o desfecho da história do simpático Duke, cão que no dia 18 de dezembro do ano passado foi atacado por um pitbull no bairro Parque do Lago, em Várzea Grande. O vira-lata teve a mandíbula arrancada e, por conta do alto custo do tratamento estimado em R$7 mil, seria sacrificado.

“Minha mãe chorava todos os dias, foi muita crueldade. Nós somos muito apegados a ele, mas não tínhamos condições de arcar com os custos”, relembra Dayna Mendonça, dona do cão.

No entanto, após 40 dias a clínica Animália, localizada no bairro Cristo Rei, entrou em contato com a família dizendo que Duke não havia sido sacrificado e que o tratamento fora totalmente custeado.

“A gente achou que o cachorro estava morte. Quase não tivemos natal e ano novo. Mas na segunda-feira a clínica nos ligou e disse que ele estava vivíssimo. Nós ficamos muito surpresos, muito felizes”, relata.

Dayna acredita que a campanha através das redes sociais foi fundamental para que o Duke fosse ajudado. Por meio de um vídeo, divulgado em sua página no Facebook, a mãe da jovem faz um apelo em prol do animal mutilado.

“A gente recebeu bastante ajuda, fiz um vídeo no dia do ataque e muitas pessoas comentaram, ficaram muito comovidas. Acredito que isso chegou aos veterinários da clínica, porque ninguém falou nada. Uma amiga em comum me revelou o nome do doutor que atende na clinica Animália, então eles devem ter assistido e decidiram salvar meu cachorro”, diz eufórica.

Apesar do trauma, Duke passa bem e tenta se adaptar ao novo maxilar.

“Ele tá muito lindão ainda, só que a língua não para na boca”, brinca a dona.

O ataque
 
Conforme apurou o Isso É Notícia à época do acontecido, Duke estava no quintal de sua dona quando foi até o portão atraído pelo barulho da rua. Ao colocar a cabeça entre as grades, foi atacado pelo pitbull.

Segundo Toni Benites, cunhado de Dayna, o pitbull havia atacado, também, uma mulher que passava na rua.

Reprodução Facebook

Duke foi atacado por pitbull e ficou sem o maxilar.

“O dono do cachorro me disse que uma criança abriu o portão e os cachorros fugiram, um deles entrou em uma casa e atacou uma mulher, o cachorro dela então a defendeu e ficou muito ferido. O outro pitbull continuou e atacou o cachorro da minha sogra”, disse.

O cão ferido enfrentou um longo caminho até ser socorrido. Levado a uma clínica veterinária em Cuiabá, chegou a ser medicado, mas não pôde ser operado pela falta de estrutura do local. Após aguardar o tempo de uma hora, Duke foi levado a uma segunda clínica onde havia um cirurgião, que se negou a operá-lo alegando que a cirurgia deveria ser feita por um ortopedista.

“Até aquele momento, o cachorro ainda estava sangrando. Nenhum estancamento foi feito. Ele estava perdendo muito sangue. Para aliviar a dor, eles também aplicaram remédio. De lá nós fomos para o Ipase, mas o cirurgião que poderia fazer a operação está de licença e só retorna dia 23”, lamentou Toni.

Após não conseguir a cirurgia pela terceira vez, os donos do cachorro o levaram para uma quarta clínica, onde o animal, que sangrava há horas, recebeu o curativo.

“O custo ficou em R$ 597,00, mas, ao falarmos com o dono do pitbull, ele disse que não iria pagar porque a clínica é a mais cara do bairro Cristo Rei. Nós perguntamos ao veterinário, ele não ia ficar perfeito, sem sequelas, mas ia sobreviver, mas como ele se negou a pagar os custos e nós não tínhamos o valor, precisamos sacrificá-lo”, contou ao Isso É Notícia quando a morte do animal seria a solução.

Com o retorno de Duke, a família abandonou a ideia de processar os donos do pitbull, arcando com os custos dos procedimentos de curativo.

Abaixo, o vídeo em que a mãe de Dayna faz um apelo em prol do tratamento de Duke:


 

 

 

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