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Irmão de Silval foi acusado de ser sócio de empreiteira investigada |
A denúncia de que o irmão do governador Silval Barbosa (PMDB) é sócio da empreiteira investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e as possíveis mentiras, apresentadas nos argumentos do prefeito Mauro Mendes (PSB), foram os fatos que mais repercutiram durante a semana no Isso É Notícia.
O envolvimento do irmão do governador Silval Barbosa com a Trimec foi denunciado pelo ex-gerente da Minerbrás, empresa de mineração com área de exploração em Várzea Grande, Itacir Comunelo. Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que o empresário Wanderley Torres, dono da Trimec Construção, é sócio do também empresário Antônio Barbosa, irmão do governador. Segundo ele, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) também seria dono de garimpos em sociedade com o governador e com o empreiteiro.
Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades em um dos contratos da Trimec com o governo do Estado. Segundo o órgão, há indícios de irregularidades nos contratos firmados com a empreiteira para duplicação da avenida Arquimedes Pereira Lima, conhecida como Estrada do Moinho.
Outro caso que repercutiu bastante foi o fato de o prefeito Mauro Mendes continuar negando que faça parte do processo que o investiga por ato de improbidade administrativa, após suposta participação em fraude milionária de um leilão judicial para a compra de mineradora. Mesmo após ser acionado pelo Ministério Público Federal (MPF), Mendes continua afirmando que não é parte no processo, inicialmente instaurado pelo TRT para apurar as irregularidades.
Para isso, o prefeito de Cuiabá tem apresentado uma certidão emitida pelo TRT de que, de fato, não é parte no processo. O documento foi divulgado, com "exclusividade", pelo site RepórterMT há algumas semanas e tem sido usado, constantemente, por Mauro para se defender das acusações.
Para desmistificar a dúvida, um renomado jurista foi consultado pelo Isso É Notícia para analisar o documento que foi apresentado pela defesa de Mendes.
Analisando a certidão, o advogado, que pediu para não ser identificado, pontuou que a certidão se refere, na verdade, a uma Ação de Anulação de Atos Jurídicos movida pela empresa Idepp Desenvolvimento de Projetos, que denunciou a fraude no leilão, após se ser prejudicada pelo conluio. A empresa foi uma das participantes do certame, realizando lances.
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