Douglas Trielli/Isso É Notícia |
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O ex-secretário estadual de Fazenda, Casa Civil e Copa do Mundo, Eder Moraes |
O ex-secretário estadual de Fazenda, Casa Civil e Copa do Mundo, Eder Moraes, afirmou em entrevista ao programa Café com política que já esteve na sede da Polícia federal para prestar esclarecimentos. Moraes foi alvo, na manhã desta quarta-feira (19), da quarta fase da Operação Ararath.
“Não posso entrar em detalhes do que apreenderam, porque a questão é sigilosa, mas a polícia fez seu trabalho, tratou a mim e a minha família com cordialidade e estou tranquilo, porque quem tem que ter dor de barriga não sou eu”, disse.
Éder afirmou, ainda, que se houver 100 operações em Mato Grosso, ele terá que responder em 99, já que foi secretário de Fazenda por vários anos. “Me disseram que essa operação tem viés político e está atingindo pessoas com potencial eleitoral, mas não acredito nisso. Estou tranquilo, porque sempre me pautei na legalidade”.
De acordo com a PF, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão somente em Mato Grosso. Também há buscas nos estados de Goiás, São Paulo e no Distrito Federal, somando 24 mandados.
Além de Eder, o empresário de Várzea Grande Fernando Mendonça e Sérgio Braga de Campos também tiveram suas residências vasculhadas pela Polícia.
A PF também cumpriu mandados de busca na sede da construtora Todeschini, em Cuiabá, do empresário de fomento mercantil Valdir Agostinho Piran. Em 2009, Piran foi condenado por crime contra o sistema financeiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A sentença é resultado de uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de outubro de 2003.
Ararath
A primeira fase da operação “Ararath” foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 12 de novembro, onde foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara de Justiça Federal, em Cuiabá, Várzea Grande e Nova Mutum, todas no estado do Mato Grosso.
O grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande, que oficialmente encerrou suas atividades em 2012.
Os recursos eram movimentados nas contas das factorings e outras empresas do grupo, entre as quais se encontra uma grande rede de postos de combustíveis da Capital.
O principal crime consiste no fato de que as empresas de factoring tem natureza estritamente mercantil, com a finalidade principal de assessoria e de compra de títulos de crédito, a fim de fomentar o comércio. Por isso mesmo, não têm autorização do Banco Central para conceder empréstimos, exigir garantias ou exercer quaisquer atividades exclusivas de instituição financeira.
Nos últimos seis anos, foi movimentada a quantia, nas contas dos investigados, de mais de meio bilhão de reais.










