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Funcionários da CAB pedem reajuste salarial |
Os trabalhadores da CAB Cuiabá, concessionária dos serviços de água e esgoto da Capital, deflagraram greve nesta sexta-feira (02). Os funcionários cobram reajustes salariais de 15% e melhorias nos benefícios. Após o movimento grevista ser deflagrado, a concessionária conseguiu uma liminar que obriga um efetivo mínimo nos trabalhos da Capital.
Há aproximadamente cinquenta dias, um acordo vem sendo debatido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Cuiabá (Sintase) e pela CAB. Buscamos negociação, mas não houve acordo, por isso decidimos paralisar nossas atividades, relatou o presidente do Sintase, Ideueno Fernandes.
As reivindicações da classe são, basicamente, referentes a reajuste salarial e melhores benefícios aos servidores. Basicamente, a categoria dos funcionários da CAB é composta por mão de obra da construção. Essa classe sofreu valorização nos últimos tempos e isso não refletiu nos salários, alegou Fernandes.
Os grevistas estão solicitando correção salarial de 15%, dos quais 6% deles são referentes à inflação e 9% ao ganho real, correspondente à valorização sofrida pela classe. O Sintase também está exigindo melhorias no vale-alimentação e vale-refeição fornecidos pela concessionária.
Apenas as áreas essenciais para o abastecimento de água no Município permanecem trabalhando. Não queremos que a população seja penalizada, afirmou o presidente do Sintase. As áreas administrativas e comerciais, responsável pelo corte da água e entrega da fatura da conta, foram as mais reduzidas em decorrência da paralisação.
Na segunda-feira (05), o Ministério Público do Trabalho (MPT) terá uma audiência com a CAB Cuiabá. De acordo com o Sintase, a concessionária informou que só irá apresentar propostas à classe através do MPT.
CAB alega inflexibilidade
Em nota enviada à imprensa, a CAB Cuiabá relatou que os funcionários tiveram uma postura inflexível durante as negociações. Eles alegam que a proposta apresentada pelo Sintase está além da realidade praticada no País.
A concessionária ainda afirmou que o processo de negociação entre as partes não havia sido encerrado e, por conta disso, a paralisação das atividades foi uma medida extrema.
Ao final da nota, a concessionária afirmou estar aberta a negociações. A empresa ressalta que está aberta ao diálogo com o sindicato para que os serviços essenciais (abastecimento e atendimento) à população não sofram qualquer prejuízo, finalizou.
Justiça concede liminar à CAB
Após a greve ser deflagrada, a CAB conseguiu uma liminar na qual os direitos da paralisação foram limitados. A concessionária afirmou que o documento serve para evitar transtornos aos moradores de Cuiabá. Em razão da decisão, o Sintase deverá manter, ao menos, 50% dos servidores trabalhando nas atividades essenciais, como nas Estações de Tratamento de Água, Captação e Centro de Controle Operacional.
Nas atividades de atendimento ao público, corte, faturamento e arrecadação, o número de empregados trabalhando não poderá ser menor que 30%. Caso a decisão não seja cumprida, o Sintase terá de pagar uma multa diária de R$ 10 mil.









