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COTIDIANO 30 de Janeiro de 2014, 16:30 - A | A

Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014, 16h:30 - A | A

COTIDIANO

Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Divulgação

Trabalhadores reclamam de condições de trabalho e perseguição

Funcionários dos Correios de Mato Grosso cruzaram os braços, na manhã desta quinta-feira (30), e entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão saiu após assembleia realizada na última quarta-feira.

De acordo com o delegado do Sindicato dos Servidores da Empresa de Correios e Telégrafos (Sintect-MT), Sérgio Lessa, as pautas regionais foram enumeradas com base na reclamação de funcionários por melhorias nos locais de trabalho e por uma perseguição política que há junto a diretoria dos correios no Estado.

“Nós temos recebido uma demanda grande de reclamações em relação às péssimas condições de trabalho, alguns têm denunciado uma perseguição da diretoria regional”, afirmou em entrevista ao Isso É Notícia.

A categoria luta para não perder o benefício do Correio-Saúde, que é um plano de saúde acessível ao funcionário e estendido à família. Em Mato Grosso, de acordo com dados do Sintect-MT, são 1755 trabalhadores e 400 mil beneficiados. Cerca de 10% do salário dos funcionários é retirado para cobrir o gasto com o plano.

O Sintect-MT ainda não tem um número exato de servidores que aderiram a paralisação, porém o sindicato garante que 30% do atendimento será mantido. 

Uma caravana com os grevistas deve ser organizada para ir até Brasília (DF) para protestar contra a atual situação.

Perseguição

O delegado sindical, Sérgio Lessa, retratou que há uma perseguição política contra ele e o presidente do Sintect - MT, Edmar Leite. Segundo alega, têm sido perseguido por uma ocupação feita na sede dos Correios, em Brasília, em prol de melhores salários.

"Nós temos sofrido perseguição por conta de uma série de reinvindicações e devido a mobilização pela campanha salarial. A antiga diretoria estava mancomunada com PT e nós trabalhos de uma forma apartidária, organizada", afirmou.

O sindicalista exemplificou o caso com a demissão, há quatro meses, do funcionário Alexandre Aragão, que recebeu um processo administrativo por denunciar irregularidades e má qualidade nas condições de trabalho.

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