Mary Juruna |
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Pacientes sofrem com falta de profissionais no Pronto-Socorro de Cuiabá |
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso notificou, no ultimo dia 27 de março, a Prefeitura de Cuiabá e a Secretária Municipal de Saúde para que no prazo de 180 dias seja implantado no Pronto-Socorro da capital um número necessário de profissionais farmacêuticos em atividade na unidade de saúde.
Assinado pelo Promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes, a notificação foi expedida com base nas visitas realizadas na unidade, onde foi constatado que a farmácia estavam funcionando de forma irregular, sem registro e também sem farmacêutico responsável anotado junto ao Conselho Regional de Farmácia do Estado de Mato Grosso (CRF/MT), além do fato de que, segundo a vistoria, só havia uma farmacêutica no turno da tarde.
De acordo com o MPE, em 2011 foram feitas vistorias onde foram constatadas deficiências estruturais e físicas, como: espaço físico insuficiente, ventilação precária, armazenamento de medicamentos de forma inadequada, sobreposição de caixas, paredes com rachaduras, mesmo espaço físico destinado ao medicamento sendo ocupado por materiais para limpeza e medicamentos psicotrópicos guardados em armários sem chaves.
Além dessas necessidades, foi constatada a falta de profissionais habilitados para exercerem certos cargos na unidade, onde parte são agentes de segurança, agentes administrativos, técnicos de enfermagem e enfermeiros. Ainda segundo o MP, essas necessidades foram parcialmente resolvidas ao longo do ano.
Produrada pela reportagem do Isso É Notícia, a Secretaria de Saúde disse que ainda não foi notificada e que terá uma posição assim que estiverem cientes do assunto. No entanto, a pasta garantiu que fará o possível para acatar a recomendação.
Desabafo
No ultimo dia 21 de março a médica cirurgiã Eloisa Curvo, que faz parte do grupo de cirurgia-geral do Pronto-Socorro de Cuiabá, denunciou em sua página na rede social Facebook, a falta de equipamentos para atendimento mínimo no principal hospital da capital.
Curvo classificou a situação como “hostil” no que se refere às condições para um bom desempenho do trabalho dos profissionais da área. “É estarrecedor o descaso e a falta de compromisso que existe em relação às necessidades primordiais do ser humano que porventura necessite dos serviços de saúde no Pronto-Socorro de Cuiabá”.
“Falta praticamente tudo, desde bolsa de colostomia, lâminas de bisturi, drenos, até materiais mais simples como esparadrapo e micropore. A sala A está desativada por falta de carrinho de anestesia, mesa cirúrgica, monitor. Falta óculos de proteção para diminuir os riscos de contaminação, uma exigência primordial no atendimento a um paciente portador de HIV, por exemplo”, enumerou.
A Secretaria de Saúde não se manifestou sobre o assunto.









