Lucieder Luz/Arquivo Pessoal |
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Moradores da região e motoristas que trafegam pela via têm sofrido com obra inacabada |
As obras de restauração e de duplicação da Avenida Arquimedes Pereira Lima, conhecida popularmente como Estrada do Moinho, estão paradas desde dezembro passado. Em decorrência da paralisação nas obras, a via encontra-se cheia de buracos e sem iluminação em diversos pontos dos seus 4,5 quilômetros de extensão.
O vereador Dilemário Alencar (PTB) solicitou ao governador Silval Barbosa (PMDB) a retomada dos trabalhos na área.
Incluída no pacote de obras de mobilidade urbana da Secopa, a Estrada do Moinho começou a ser restaurada e duplicada em março de 2013 pelo Consórcio Trimec-Hytec. A estimativa inicial era de que as intervenções na via fossem concluídas em um prazo de 360 dias, sendo assim concluída totalmente em maio de 2014, período anterior à Copa do Mundo.
O valor estimado da reforma é de R$23,6 milhões, dos quais R$13 milhões foram repassados à construtora antes do início da ação.
A população que vive e trafega pela região está revoltada com a situação. O vereador Dilemário Alencar mandou um ofício ao governador do Estado relatando o caos. O parlamentar classifica a condição da via como inaceitável. “Há muitos buracos, as manilhas estão sendo roubadas e à noite torna-se uma escuridão muito grande, porque a construtora retirou vários postes da Avenida para a reforma”, pontuou.
Alencar ainda falou que a falta de progresso na intervenção trará prejuízos futuros aos cofres públicos. “Quando uma obra fica parada por muito tempo, a estrutura dela fica comprometida. Isso acaba gerando mais gastos futuramente, para consertar o tempo em que os materiais ficaram deteriorando”, lamentou.
Para o vereador, o clima não pode ser utilizado como argumento para o fato de a reforma não ter evoluído. “A desculpa inicial era a chuva, mas agora terminou o período chuvoso”.
A Secopa informou ao Isso É Notícia, através de assessoria de imprensa, que a obra na Estrada do Moinho está parada pelo fato de não haver repasse de recursos federais. O período chuvoso também foi um dos argumentos utilizados pela secretaria para justificar o problema.
Ainda conforme a pasta, não há previsão de retomada nem de entrega da obra. A assessoria informou que está sendo feita uma negociação para que o repasse financeiro seja feito, porém aguarda um posicionamento do governo federal.










