A Polícia Federal realizou nove operações neste ano para combater garimpos ilegais em terras indígenas de Mato Grosso. Em destaque, a 'Operação Alfeu' e a 'Rio de Ouro' que combateram garimpos ilegais de ouro no estado.
As operações enfrentaram crimes ambientais em constante prática como mineração ilegal e desmatamento.
O combate resultou na redução das atividades extrativistas de recursos naturais em Mato Grosso, além da apreensão de vários materiais utilizados nos garimpos ilegais como motores, pás carregadeiras, caminhões e motosserras.
As nove operações foram realizadas nos municípios de Juína, Pontes de Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Nova Brasilândia e Alta Floresta.
De acordo com a Polícia Federal as degradações aumentaram intensamente durante a pandemia da Covid-19, com a convicção de que os agentes públicos não atuariam para combater os crimes.
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PF desocupa garimpo ilegal de ouro em terra indígena em MT — Foto: Polícia Federal
'Operação Alfeu'
Em maio do ano passado, a Polícia Federal realizou a primeira fase da 'Operação Alfeu', na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, com o objetivo de desocupar o garimpo ilegal de ouro que fica na região. Após a retirada das forças policiais, os garimpeiros invadiram novamente a área.
A Operação contou com a participação de 200 agentes públicos federais, entre eles, policiais federais, militares, agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A segunda fase da operação foi deflagrada em março deste ano para apreender os instrumentos empregados na exploração clandestina. A desocupação foi determinada pela Justiça de Cáceres (MT) e foi feita por 50 policiais federais e 110 militares do Exército Brasileiro.
Através de imagens de satélite a Polícia Federal constatou que a região continuava sendo degradada, necessitando assim, nova intervenção policial no local.
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PF deflagra a Operação Alfeu 3 para combater garimpos ilegais em terra indígenas em Mato Grosso — Foto: PF/MT
Já a terceira fase foi deflagrada em setembro deste ano. A ação, contou com o apoio do Ibama, da Força Nacional, do Exército Brasileiro, da Polícia Rodoviária Federal e da Funai, envolvendo aproximadamente 100 servidores, com o uso de drones e imagens de satélites.
Imagens de satélites da PF constatou que a região continua a ser degradada, necessitando assim, de uma nova intervenção policial no local.
A Polícia Federal e os demais órgãos envolvidos na operação permaneceram no local até a desarticulação completa dos garimpos para garantir o encerramento da atuação garimpeira ilegal na região.
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Contaminação da água pode mudar o processo de reprodução dos peixes — Foto: Reprodução/Polícia Federal
Contaminação da água
A extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, gera um forte impacto ambiental. Além do desmatamento, a atividade polui o solo e a água dos rios.
A pesquisadora Áurea Ignácio, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), diz que a contaminação pode mudar o processo de reprodução dos peixes.
"Contamina a água, contamina o solo, contamina o sedimento, contamina os peixes e quem comer o peixe acaba se contaminado, pode alterar o processo reprodutivo, pode alterar o processo respiratório, são diferentes e bem prejudiciais os efeitos do mercúrio", disse.
Cerca de 180 indígenas da etnia Nambikwara vivem na terra indígena, localizada entre os municípios de Conquista d'Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
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Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (27) a Operação "Rio de Ouro"para combater a prática ilegal de garimpos em Terras Indígenas em MT — Foto: PF/MT
Operação 'Rio de Ouro'
Em agosto deste ano, a Polícia Federal realizou a Operação "Rio de Ouro" para combater a prática ilegal de garimpos em Terras Indígenas no norte de Mato Grosso.
Com o apoio de agentes do Ibama, da Força Nacional e do Exército Brasileiro, a Polícia Federal atuou em 2 pontos de garimpos ilegais, um deles dentro da Terra Indígena Aripuanã, na aldeia "Rio Preto", e outro no garimpo conhecido como "Garimpo Tamarino”.
A operação policial contou com o efetivo total de 43 servidores e um helicóptero (fornecido pelas Forças Armadas) em deslocamento terrestre de 150 km em meio às terras indígenas.
A ação destruiu de mais de 20 motores-bombas e 3 escavadeiras hidráulicas empregadas na atividade criminosa.
Fonte: G1










