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COTIDIANO 19 de Fevereiro de 2014, 08:20 - A | A

Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014, 08h:20 - A | A

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PF revista casa de Eder Moraes e Fernando Mendonça em nova fase de operação

PF revista casa de Eder Moraes e Fernando Mendonça em nova fase de operação

Douglas Trielli/Isso É Notícia

O ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, teve sua casa revistada pela PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), a aguardada quarta fase da Operação Ararath, mesma que apreendeu objetos pessoais do juiz federal Julier Sebastião da Silva.

De acordo com a PF, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão somente em Mato Grosso. Também há buscas nos estados de Goiás, São Paulo e no Distrito Federal, somando 24 mandados.

Um dos alvos seria o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes Dias, o empresário Fernando Mendonça, além de outros empresários.

Apesar dos avanços na investigação, a PF teve duas derrotas na Justiça na última semana. O desembargador Luciano Tolentino, do Tribunal Regional Federal, anulou, na semana passada, as buscas e apreensões realizadas na casa e no gabinete do juiz federal Julier Sebastião da Silva, pretenso pré-candidato ao Governo, pelo bloco de situação.

As apreensões foram anteriormente concedidas pelo TRF, após três pedidos do MPF para incluir o magistrado no rol de investigados da Operação Ararath, que apura um esquema de lavagem de dinheiro que seria chefiado pelo empresário Júnior Mendonça, dono da Amazônia Petróleo.

No entanto, o magistrado acatou recurso formulado pela defesa de Julier e concluiu que não havia motivos para ligar o magistrado ao esquema.

Além disso, o empresário Júnior Mendonça também conseguiu, por meio de ação, a devolução de uma Ferrari, modelo 458, apreendida pela Polícia em janeiro passado. O carro, avaliado em R$ 1,5 milhão, foi levado em cumprimento a mandado de busca e apreensão realizado em um imóvel do empresário, em São Paulo.

Ararath

A primeira fase da operação “Ararath” foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 12 de novembro, onde foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara de Justiça Federal, em Cuiabá, Várzea Grande e Nova Mutum, todas no estado do Mato Grosso.

O grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande, que oficialmente encerrou suas atividades em 2012.

Os recursos eram movimentados nas contas das factorings e outras empresas do grupo, entre as quais se encontra uma grande rede de postos de combustíveis da Capital.

O principal crime consiste no fato de que as empresas de factoring tem natureza estritamente mercantil, com a finalidade principal de assessoria e de compra de títulos de crédito, a fim de fomentar o comércio. Por isso mesmo, não têm autorização do Banco Central para conceder empréstimos, exigir garantias ou exercer quaisquer atividades exclusivas de instituição financeira.

Nos últimos seis anos, foi movimentada a quantia, nas contas dos investigados, de mais de meio bilhão de reais.

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