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COTIDIANO 01 de Abril de 2014, 08:50 - A | A

Terça-feira, 01 de Abril de 2014, 08h:50 - A | A

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Polícia Federal deflara operação contra desvio de verbas em programa

Polícia Federal deflara operação contra desvio de verbas em programa

 

Divulgação

Serão cumpridos 113 mandados judicias e busca e apreensão

Para combater o desvio de verbas públicas, a Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça-feira (1º) a Operação Fidare. A estimativa, até o momento, é que cerca de R$ 2,5 milhões tenha sido desviado nos últimos anos. A quadrilha que atuava na Prefeitura de Cáceres fazia o manejo do dinheiro de três programas federais do Ministério da Saúde.

 

Os agentes estão com mandados de prisão preventiva que devem ser cumpridas ainda nesta manhã. A cidade de Cáceres é uma que está nos alvos da PF.


Estão sendo cumpridos 113 mandados judiciais: 30 de prisão preventiva, 17 de prisão temporária, 13 de conduções coercitivas e 53 de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Cáceres e Sinop, no estado do Mato Grosso, além de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Nerópolis, no estado de Goiás.


Entre os conduzidos coercitivamente para prestarem esclarecimentos há um ex-prefeito e a atual vice-prefeita, Antônia Eliene Liberato Dias. Procuradores municipais, proprietários e representantes de grandes empresas do setor farmacêutico foram presos pela PF hoje.


Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Federal, Empresários, em conluio com servidores e agentes públicos, entregavam produtos à Prefeitura de Cáceres/MT sem o devido pagamento. Não era conferido o estoque de medicamentos necessários ao atendimento da população. Posteriormente, licitações era simuladas para formalizar a aquisição dos medicamentos.


A Secretaria Municipal de Saúde também retardava licitações até que houvesse falta completa de material. Os procuradores do município apresentavam pareceres para justificar a compra atrasada de remédios. As licitações eram direcionadas aos fornecedores que possuíam relações de confiança com os secretários municipais.


Outra forma de atuação da quadrilha era a aquisição de produtos sem a devida entrega. Assim, era autorizado o pagamento aos fornecedores mesmo sem o recebimento dos remédios. A pessoa responsável pelo controle dos estoques municipais de medicamentos participava do esquema criminoso, atestando as entregas que não ocorriam.


Alguns produtos não eram distribuídos e chegavam a perder a validade. Outros eram jogados fora. A situação provocou a falta de soro fisiológico nas unidades de saúde da cidade.

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