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Greve da UFMT será debatida dia 24, porém, o retorno às aulas ficará comprometido pela greve dos técnicos-administrativos |
Após reunião nacional e mobilização no Estado, ocorridas nesta quinta-feira (10), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) segue sem uma definição acerca da paralisação das suas atividades. O indicativo de greve, assinado em 26 de março, permanece e deverá ser discutido no dia 24 de abril, período em que todas as universidades federais do país também debaterão sobre o tema.
Embora as aulas da UFMT tenham início na próxima segunda-feira (14), não é descartada a possibilidade de uma greve dos professores no mês de abril. O calendário da instituição não se adequou às datas corretas de um período letivo, pois ainda está recuperando o tempo em que a universidade ficou paralisada em 2012, na greve que durou 126 dias.
De acordo com o presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), Carlos Sanches, o fato de as aulas terem sido iniciadas há pouco tempo não influenciará na decisão. “Mesmo com as aulas tendo começado há poucas semanas, é possível que haja a paralisação. Não há problemas nisso”, contou.
Nesta quinta-feira (11) houve uma reunião nacional do Sindicato Nacional dos Professores Federais (Andes-SN) juntamente ao Ministério da Educação (MEC), onde foi debatido o plano de carreira dos professores. Em Mato Grosso, ocorreu uma mobilização da classe, que se reuniu para um café da manhã político e depois seguiram para um debate sobre temas referentes a melhorias nas condições de trabalho.
“Estas ações não decidiram nada sobre a greve, foram apenas reuniões. Permanecemos distantes de uma deliberação”, contou Sanches.
"Há uma rodada nacional de assembleias sobre a greve, onde cada estado decide se vai aderir ao movimento. Se a maioria das federais optarem pela paralisação, esta é a decisão final”, explicou o presidente da Adufmat.
Caso as universidades federais do país optem pela greve, o passo seguinte é entrar em um consenso sobre a data do início das paralisações.
A Adufmat afirmou que a greve de 2012 nunca foi encerrada, apenas foi suspensa. A classe acredita que as reivindicações não foram atendidas e não houve progresso nas pautas. “O plano de carreira firmado não foi cumprido. Quem negociou a suspensão da paralisação de 2012 foi um sindicato fantasma, criado pelo MEC, juntamente a professores da base aliada do governo”, contou a tesoureira do sindicato dos professores da UFMT, Maria Luzinete.
A nova paralisação seria o retorno do movimento grevista de 2012, suspenso por ocasião de um acordo. Conforme a Adufmat, o documento contraria as pautas de reivindicações da época e estabelece um aumento salarial escalonado, com valores de 15% a 45% a depender da titulação do docente.
Além disso, com a nova Carreira Docente imposta pelo Governo, os professores alegam que irão demorar mais tempo para chegar ao Adjunto 4, que é o último estágio. Com a implantação do acordo, um docente com doutorado aprovado hoje em concurso público demorará 9 anos para chegar ao topo da Carreira e, executando todas as tarefas de ensino-pesquisa-extensão que for capaz, terá apenas R$ 1.300, 00 de ganho real nesse período.
Greve dos técnicos-administrativos influenciará volta às aulas
Enquanto os professores ainda não decidiram sobre a paralisação das atividades, os técnicos-administrativos da UFMT seguem em greve desde o dia 21 de março. Conforme a classe, ainda não há nenhuma previsão de quando a greve chegará ao fim. Nesta terça-feira (15), haverá uma reunião para decidir sobre o futuro da paralisação.
O presidente da Adufmat, Carlos Sanches, acredita que a ausência dos técnicos-administrativos irá prejudicar a volta às aulas. “Há setores que serão prejudicados, como os laboratórios. Sem o apoio dos técnicos, os professores e os alunos também sofrerão, isso acaba atrapalhando a volta às aulas”. O Restaurante Universitário e a segurança dos campus não sofrerão alteração pelo fato de as duas áreas terem sido terceirizadas recentemente.









