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Docentes estão sem receber o salário desde o mês de outubro. Profissionais também não receberam 13º pagamento e estão com férias atrasadas |
Os professores do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) confirmaram, nesta sexta-feira (10) a paralisação dos docentes da universidade. A greve está marcada para ser iniciada no dia 20 de janeiro e foi aprovada durante assembleia que aconteceu na noite de ontem, no hotel Veneza.
O motivo da paralisação está no atraso de três meses no pagamento do salário. O último recebido pela classe foi do mês de setembro. O caso se torna mais alarmante para aqueles cuja renda depende única e exclusivamente do Centro.
Em carta aberta, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de Mato Grosso (Sintrae/MT) diz lamentar o prejuízo que a greve irá causar aos alunos, mas que esta é a única maneira encontrada para receber o que lhes é de direito.
O pagamento imediato já foi determinado pela Justiça do Trabalho, mas não foi cumprido. Em 2009, o Centro firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) justamente em decorrência a atrasos salariais dos profissionais.
Os profissionais conquistaram, no dia 17 de dezembro, uma liminar que determina o pagamento imediato dos salários, contudo, devido ao prazo de 48 horas para o cumprimento da liminar, o recesso forense, os prazos estão suspensos. O prazo voltará a valer a partir do dia 20 de janeiro.
Em entrevista ao Isso É Notícia, o professor Joacelmo Barbosa Borges, o 'Professor Biro', esclareceu as articulações que estão sendo feitas. "Nós marcamos a greve para o dia 20 de janeiro porque é a data que retornaremos de nosso recesso. É o primeiro dia do calendário pedagógico. Neste dia, faremos um ato público, às 8hrs da manhã na própria instituição. Nós estamos recebendo apoio dos alunos, inclusive, neste dia, muitos alunos estarão presentes em sinal de apoio aos professores e demais funcionários".
"O objetivo é fazer com que a sociedade saiba o que estamos passando aqui. Tem funcionárias que estão gestantes e outras que já tiveram seus filhos. Tem muita gente passando necessidade por conta dos salários atrasados", explicou.
No facebook, os professores pedem adesão e apoio da sociedade à causa e que pessoas compartilhem o cartaz da greve.










