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Presidente do Sintep-MT acredita que o governo não se preocupa em solucionar os problemas da educação |
Melhorias no ensino público tornaram-se alvos constantes de protestos dos professores de Mato Grosso. No dia 20 de março, oito cidades mato-grossenses estavam sem aulas em suas escolas municipais. Cobranças por reajustes salariais, melhor infraestrutura e incentivo financeiro à educação são constantes nas reivindicações feitas pela classe.
Conforme o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), a sequência de ações é sempre a mesma: os professores iniciam a greve, o encerramento da paralisação é definido após diversas reuniões com os governantes e, mesmo prometendo resolver as agruras educacionais, nada é alterado.
De acordo com o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, o governo parece não se preocupar em solucionar os problemas da educação no Estado. “Queremos propostas que ajudem os professores. Basicamente, solicitamos o cumprimento da lei do piso salarial e o respeito às leis de carreira”, pontuou ao Isso É Notícia.
Ainda segundo Lopes, diversos municípios de Mato Grosso podem entrar em greve. “Muitas cidades encaminharam suas reivindicações aos seus governantes, caso elas não sejam atendidas, é possível que façam paralisações”.
O presidente do Sintep-MT afirmou que, no início deste ano, pautas sobre a educação foram encaminhadas ao governo, porém, nenhuma resposta foi obtida.
Em 2013, a rede estadual de Mato Grosso ficou mais de 60 dias paralisada e, conforme Lopes, não foi possível atingir o objetivo do movimento. “O Estado não cumpriu integralmente o que havia sido acordado durante a última greve, não atendeu aos nossos pedidos de realizar um novo concurso público, nem fez melhorias na infraestrutura das escolas, entre outros itens que não foram atendidos”, contou.
Em decorrência da paralisação passada, as aulas referentes ao ano anterior só terminaram em março de 2014. Em razão disso, o calendário escolar deste ano só deve ser finalizado em 2015.
Por conta da reposição de aulas, as escolas estaduais de Mato Grosso não deverão fazer recesso durante a Copa do Mundo. A maneira como o calendário escolar será reajustado deverá ser escolhida por cada instituição. “A nossa instrução é de que não haja paralisação em decorrência da Copa, porém, cada escola vai definir como serão feitas as reposições”, disse Lopes.
Em relação às aulas aos sábados, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) propôs que toda a rede estadual de ensino utilizasse o dia para dar aulas, porém, pelo fato de cada escola possuir o livre arbítrio na reposição, nem todas seguirão a instrução do governo. “As aulas aos sábados são cansativas para os alunos. Além de muitos faltarem, o nível de concentração dos que estão presentes é bem baixo”, afirmou o presidente do Sintep-MT.
No dia 20 de março, oito escolas municipais estavam paralisadas. Colíder, Nova Olímpia, Curvelândia, Sinop, Várzea Grande, Confresa, Vila Rica e Itanhangá estavam em greve.
Paralisação em Várzea Grande
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O presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes |
Entre 17 de fevereiro e 25 de março, os professores da rede municipal de Várzea Grande, , localizada na região metropolitana de Cuiabá, ficaram em greve. A paralisação chegou ao fim após a Prefeitura do município ter proposto um reajuste do Piso Salarial de 16,32% sendo aplicado em maio, com a confecção de tabelas próprias de 2013 e 2014. A Prefeitura terá prazo de 90 dias para realizar o cálculo das perdas financeiras reais sofridas pela categoria desde 2010 e apresentar um cronograma de pagamento das diferenças salariais. Os reajustes contemplam toda a categoria.
Paralisação Nacional
Durante os dias 17 e 19 de março, houve uma paralisação nacional na rede pública de ensino do país. A greve nacional de professores foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que representa mais de 3 milhões de educadores das redes públicas de educação básica. A classe reivindica o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada; investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria; votação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE) e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública.
Os professores aguardam um horário na agenda da presidente Dilma Rousseff (PT) para debater sobre as mazelas da educação pública no país.
Greve da UFMT
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está caminhando para uma paralisação. Uma das reivindicações da classe é em relação à nova Carreira Docente imposta pelo Governo, onde os professores irão demorar mais tempo para chegar a Adjunto 4, que é o último estágio do docente. Com a implantação do acordo, um docente com doutorado aprovado hoje em concurso público demorará 9 anos para chegar ao topo da Carreira e, executando todas as tarefas de ensino-pesquisa-extensão que for capaz, terá apenas R$ 1.300, 00 de ganho real nesse período.
Governo afirma que possui ensino de qualidade
Conforme a assessoria de imprensa da Seduc-MT, após a greve de 2013 da rede estadual, houve melhorias no salário da classe, que agora representa um valor superior ao piso nacional. O órgão informou ainda que 80% das escolas estaduais foram reformadas ou são novas. Com relação a novos concursos públicos, solicitados pela classe, a assessoria afirmou que o Estado está fazendo um mapeamento para definir quais municípios necessitam de novos professores e um novo certame deve ser realizado em julho deste ano.











