Luiz Alves

Prefeitura tenta empurrar culpa do caos aos médicos, mas calamidade se deve a total falta de investimento e gestão por parte da atual administração que deixa faltar até esparadrapo e gase na unidade
O secretário municipal de Saúde, Ary Soares de Souza Junior, notificou os hospitais da rede conveniada para que comecem a atender pacientes em casos de urgência e emergência que estão se aglomerando no Pronto-socorro Municipal de Cuiabá.
O comunicado sobre a situação de calamidade foi publicado nesta sexta-feira (17).
A justificativa é que a greve desencadeada pelos médicos da unidade estão comprometendo, de forma irreversível, o já caótico atendimento no PS.
A calamidade é o resultado da falta de habilidade política do prefeito Mauro Mendes (PSB) de negociarem os defasados e vergonhosos salários que são pagos a esses profissionais.
Aliadas aos péssimos salários as precárias instalações e falta de produtos básicos para se promover atendimentos complexos de urgência e emergência desistimulam, ainda mais, os médicos.
A falta de investimento da Prefeitura no Pronto-socorro é tamanho que obrigou uma médica a desabafar, pelo Facebook, que a unidade não dispunha de materiais mínimos como gase e esparadrapo.
O resultado de tudo isso não poderia ser diferente: calamidade e caos.
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