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COTIDIANO 12 de Fevereiro de 2014, 09:45 - A | A

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014, 09h:45 - A | A

COTIDIANO

Vereadores discutem ações da prefeitura para a remoção de vendedores ambulante

Vereadores discutem ações da prefeitura para a remoção de vendedores ambulante

Otmar de Oliveira

Audiência acontece nesta quarta-feira (12)

Com a chegada do ano da Copa 2014 e a intenção de mascarar os problemas sociais vividos pela sede do Mundial, a prefeitura tem realizado uma série de ações junto aos vendedores ambulantes para impedir o comércio ilegal realizado nos espaços públicos da cidade. Em decorrência da situação, nesta quarta-feira (12) acontece uma audiência pública na Câmara de Cuiabá para discutir o caso específico dos vendedores ambulantes de alimentos da capital.

De acordo com o vereador Haroldo Kuzai (SDD), há a necessidade de intermediar a situação dos vendedores que estão em alguns locais há mais de 15 anos e chegam a representar um patrimônio cultural de Cuiabá.

“Queremos intermediar um consenso que atenda os interesses desses trabalhadores com o poder público. A atividade ambulante é um meio de acesso a emprego e renda para centenas de trabalhadores que tem nesta atividade a única forma de sustentar as suas famílias”, afirma.

Num processo de notificações intenso iniciado no ano passado, fiscais chegaram a notificar alguns artesãosnuma ação truculenta realizada em novembro de 2013. A “limpeza” atingiu artistas que expõem obras há mais de 20 anos da Praça Santos Dumont, localizada em frente ao restaurante Getúlio Grill.

No dia 24 daquele mês, uma equipe de fiscais da prefeitura interrompeu o evento para efetuar a notificação. Segundo a expositora e vice-presidente da Associação Matogrossense de Produtores Artesanais (AMPA), Patrícia Pontes, a ação foi humilhante e agressiva.

“O comportamento dos ficais foi extremamente truculento, nos humilharam na frente de nossos clientes. Disseram que se não obedecêssemos à notificação iriam apreender nosso material, retirar a nossa estrutura. Nossos clientes disseram que nos entendem, que se for preciso, farão abaixo-assinado”, alegou a artista.

Atualmente, os artesãos continuam na Praça Santos Dumont e trabalham tanto com a venda de alimentos regionais, quanto de produtos manufaturados, como sabonetes e bordados.

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