Em relatório apresentado à Justiça para sustentar razões pelo afastamento do cargo do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, o MPE anexa documentos que, na ótica de seus promotores, comprovariam estar havendo negociação política de cargos comissionados na área da saúde. E se apegaram ao termo "canhão", escrito à mão em documentos. Em mais uma ilação, segundo a defesa do prefeito afastado, o MPE vê "canhão" como prova dessas contratações com interesses políticos porque o ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia, dissera que Emanuel declarava que esses contratos de servidores e o pagamento a eles do Prêmio Saúde seriam um "canhão político". Pelo menos em um dos casos, o MPE misturou alho com bugalho. Um ofício assinado em abril deste ano por uma servidora que passou no seletivo e atua na gestão hospitalar pede para ser incluída no Prêmio Saúde. E numa anotação a mão no ofício é escrito "canhão". Em verdade, se tratava de uma referência a Manoel Leite Gonçalo, popularmente conhecido como Canhão (foto), presidente há décadas do Alameda, mesmo bairro em Várzea Grande da autora do pedido. E esse "Canhão" ganhou conotação de código por emprego na investigação do MPE.

Fonte: RD NEWS










