O ex-professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o engenheiro químico Denis Lima Guerra, foi protagonista do maior caso de fraude científica envolvendo pesquisadores brasileiros. Em 2011, Guerra teve onze artigos anulados pela maior editora científica do mundo e foi acusado de forjar dados obtidos por ressonância magnética nuclear usados nos artigos.
Em meio à confusão, o que chama atenção é a leniência com que a universidade mato-grossense se posicionou sobre o assunto, que teve desfecho apenas no dia 13 de janeiro de 2014, com a exoneração do professor publicada no Diário Oficial da União.
Foram quase dois anos desde que a revista Piauí relatou o caso de fraude que envolveu, também, o químico Claudio Airoldi, decano do Instituto de Química da Unicamp, de São Paulo.
Mas ao contrário do que se viu por aqui, a universidade paulista puniu Airoldi com 45 dias de suspensão, no mês seguinte às denúncias veiculadas pela revista.
A reitoria da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, alegou que o advogado de Guerra tomou diversas medidas para protelar sua expulsão, o que não justifica a demora em se posicionar com mais severidade muito tempo antes. Pegou mal, hein, María Lúcia?!









