Não há outra explicação para o fato: foi feito "nas coxas", como diria o adágio popular para se referir ao que é feito de qualquer jeito.
Essa é a sensação após a entrega do relatório realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Mato Grosso (Crea-MT) à Assembleia Legislativa, que aponta que a maioria das obras de mobilidade urbana realizadas em Cuiabá possui falhas ou irregularidades.
Na palavra dos engenheiros que assinam o relatório, as obras têm 'baixo padrão de acabamento'.
A pergunta que fica é: o que faltou? Houve orçamento? Houve sim, orçamento altíssimo, por sinal. Houve também participação de uma equipe composta por secretários, engenheiros que deveriam arregimentar a parte lógica dos empreendimentos. Deveriam. Houve e ainda há, de sobra, paciência dos cuiabanos diante dos inúmeros transtornos causados pelas obras à expectativa de que, ao menos, fossem realizadas com o mínimo de qualidade.
Diante dos fatos, a única coisa que faltou, mais uma vez: competência técnica.








