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COTIDIANO POLÊMICA SOB TRILHOS

Governador de MT se recusa a receber equipe técnica do VLT desde outubro

Equipe do Consórcio VLT não consegue agendar reunião com governador para apresentar relatórios e ouvir sobre mudança para BRT

08/03/2021 11h22 Atualizada há 3 meses
Por: Alexandre Aprá
Composição em funcionamento para vistoria nesta seguna-feira: consórcio garante que obra têm todas as condições para ser retomada
Composição em funcionamento para vistoria nesta seguna-feira: consórcio garante que obra têm todas as condições para ser retomada

A equipe técnica do Consórcio VLT tenta uma audiência com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), desde outubro passado, dois meses antes do anúncio da decisão da atual gestão em abandonar as obras do Veículo Leve sob Trilhos (VLT) que já estão mais de 70% concluídas para dar lugar aos ônibus do sistema BRT.

A revelação foi feita pelo secretário-geral da Associação Latino Americana de Ferrovias (Alaf)/Brasil, Jean Carlos Pejo, que é ex-secretário nacional de Mobilidade Urbana e responsável pelo Grupo de Trabalho que aprovou o VLT de Cuiabá.

Ele afirmou que a equipe técnica gostaria de entregar relatórios técnicos da obra para o governador, além de ouvir o Governo sobre a intenção de abandonar a obra orçada inicialmente em mais de R$ 1,4 bilhão.

"Eu quando vi aquela apresentação do governador lá em dezembro [anúncio da troca do VTL pelo BRT], [Eu pensei...] interessante, interessante. Acho que ele trocou as placas, porque em tudo que ele diz que o BRT é melhor, o VLT é melhor. Então, aquele relatório fica muito fácil de ser contestado porque que tudo que tá escrito ali é a vantagem do VLT", afirmou Jean Carlos Pejo, durante visita técnica no Centro de Controle e Operações (CCO) do VLT, em Várzea Grande, ao lado do Aeroporto Marechal Rondon.

O Isso É Notícia acompanhou a visita técnica e transmitiu uma live direto do CCO. (confira o vídeo ao final da reportagem)

Cabine de comando do VLT de VG: Governo de MT quer abandonar obra do modal

 

Jean Pejo ainda afirmou que pelos dados apresentados pelo Governo é impossível se chegar a valores de tarifas da forma como foram apresentadas pelo Governo de MT, colocando a tarifa do BRT como mais barata do que a do VLT.

"Existe problemas muito sérios naquela apresentação que procurou ser uma forma de modificar o sistema de transporte da região sem ouvir a sociedade, sem ouvir as pessoas, sem ouvir as instituições, sem ouvir aquilo que foi estruturado por esse grupo de trabalho que foi constituído em julho de 2019. Então acabou sendo, infelizmente, uma apresentação muito infeliz, que leva até a tarifas com números de centavos quando não se tem nem projeto executivo", afirmou o secretário-geral da Alaf.

Ele ainda afirmou que o modelo proposta pelo governo de Mauro Mende não é BRT e sim uma faixa exclusiva por ônibus que seria supostamente operada por ônibus VLP (ônibus elétrico).

"Não se sabe, por aquilo que foi dito, se é VLP, se é faixa de ônibus, se é BRT, ou que diabo está sendo colocado como sistema de transporte de ônibus, então a sociedade precisa ter a informação de verdade", afirmou o técnico.

Além dele, também estiveram presentes técnicos da Caixa Econômica Federal (CEF), que opera os recursos federais aprovados para a obra do VLT e a presidente da Associação Brasileira de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AENFER), Silvia Cristina Silva.

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