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POLÍTICA NAS REDES

Vereadora registra BO contra montagens que a ligam a Bolsonaro

Edna Sampaio vê ataques pessoais em memes e os atribui à sua atuação de oposição ao prefeito na Câmara

07/04/2021 11h26 Atualizada há 3 dias
Por: Redação Fonte: Assessoria
Vereadora Edna Sampaio e o advogado César Henrique Sampaio
Vereadora Edna Sampaio e o advogado César Henrique Sampaio

A vereadora Edna Sampaio (PT) registrou, no final da tarde desta terça-feira (6) junto à Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia, sob a responsabilidade do delegado Ruy Guilherme Peral da Silva, um Boletim de Ocorrência contra os ataques que sofreu nas redes sociais, onde circularam montagens de uma foto em que ela aparece abraçada ao presidente Jair Bolsonaro.

Outra montagem, publicada no mesmo dia, trazia o print do comentário feito pela vereadora em suas redes sociais, e tentava desqualificar uma de suas bandeiras mais importantes, o combate ao racismo. A fake news ataca a oposição da vereadora à gestão da saúde e a sua não adesão à candidatura do Prefeito à mesa diretora da Câmara. 

Traiçoeiramente, tenta esconder o fato de que, tanto na Câmara como na Secretaria de Saúde, um homem negro e uma mulher negra, respectivamente, foram escolhidos, justamente, por serem da confiança dos homens brancos que comandam o Poder Executivo e querem controlar o Legislativo. 

 Na saúde, a garantia de submissão total ao bolsonarismo orienta a política municipal de enfrentamento à COVID.

A vereadora aguardará as investigações, mas afirma que se trata de clara perseguição à sua atuação parlamentar, na qual tem se destacado como uma oposição crítica ao executivo, especialmente quanto à gestão da crise na saúde, agravada pela pandemia.

Desde o início do mandato, Edna Sampaio tem feito duras cobranças à prefeitura por uma política municipal de saúde para o enfrentamento à Covid-19, que preveja investimento em saúde preventiva, ampliação da vacinação, testagem em massa, criação de comitê científico para acompanhamento do programa, fortalecimento do controle social e envolvimento de conselhos e de representantes da comunidade na gestão da crise da saúde.

Desde o começo da vacinação, tem denunciado a falta de transparência na gestão das informações sobre o programa municipal de imunização, cobrando a disponibilização dos dados sobre os pacientes vacinados e indicando a existência de favorecimento na fila de vacinação.

Foi a principal articuladora para a criação da comissão provisória para acompanhar o programa de vacinação na Câmara Municipal e, entre outras medidas, protocolou projeto de lei visando a transparência na gestão da participação do município de Cuiabá no consórcio de municípios brasileiros criado pela Frente Nacional de Prefeitos para a compra de vacinas e insumos.

Junto com o diretório municipal do partido, protocolou mandado de segurança contra o prefeito Emanuel Pinheiro e a secretária Ozenira Félix, em que pedia a descentralização da vacinação e denunciava as filas e a desorganização no centro de eventos do Pantanal.

Outra ação, protocolada por ela e pelo deputado estadual Lúdio Cabral, foi um mandado de injunção frente à prefeitura e ao governo do estado, onde pediam o pagamento de um salário mínimo às famílias de baixa renda e que fossem criadas com urgência políticas de transferência de renda em Mato Grosso.

A vereadora afirma que, no que depender de seu mandato, a milícia digital não se criará e que a política em Mato Grosso não pode ser um “vale-tudo”, uma “terra sem lei”, onde os covardes se escondem atrás de fake news sem autoria.  E reafirma sua crença na Justiça.

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