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POLÍTICA INVESTIGAÇÃO

Vereadora apresenta requerimento para criação de CPI do Sinal Vermelho

A investigação visa ir ao encontro com o trabalho já realizado pela CPI da Semob que foi arquivada na legislatura passada

07/05/2021 15h49
Por: Redação 3 Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ
Vereadora apresenta requerimento para criação de CPI do Sinal Vermelho
A vereadora Maysa Leão (Cidadania) anunciou que na próxima terça-feira (11.05) vai apresentar um requerimento com o intuito de instaurar na Câmara Municipal uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar as irregularidades na contratação dos semáforos inteligentes.
 
Denominada CPI do Sinal Vermelho, a investigação visa ir ao encontro com o trabalho já realizado pela CPI da Semob que foi arquivada na legislatura passada e também colaborar com o trabalho da Delegacia Especial de Combate à Corrupção (Deccor) que deflagrou na manhã da última quarta-feira (05.05) a operação Sinal Vermelho. A ação resultou no afastamento judicial e, posteriormente, na exoneração de Antenor Figueiredo, secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá.
 
"Um assunto que estamos vendo ser amplamente divulgado é o escândalo dos semáforos inteligentes e por isso vou apresentar o requerimento da CPI do Sinal Vermelho. Gostaria muito de contar com o apoio de todos. É um valor exorbitante que envolve esse contrato, esse assunto vem sendo discutido desde a legislatura anterior, já foi pauta nesta Casa e agora esse escândalo. Não podemos nos colocar à parte desta situação", explicou a vereadora. 
 
A CPI da Semob, que era presidida pelo vereador Diego Guimarães (Cidadania) na legislatura passada, já havia apresentado estudo sobre o trânsito da capital apontando que os semáforos inteligentes contratados não funcionavam como deveriam. Na atual operação, auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), identificaram diversas irregularidades no sistema.
 
De acordo com a Deccor, os equipamentos não funcionam em Cuiabá uma vez que a ata de registo de preços do Município de Aracajú (SE), que foi contratada pela prefeitura de Cuiabá se baseia em um sistema que não existe na Capital, o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT).
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