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POLÍTICA EFEITO OVERPRICED

Emanuel diz que MPE e Poder Judiciário estão sendo induzidos ‘ao erro’; vídeo

Questionado se seria perseguição contra sua gestão, o prefeito revelou que está fazendo um levantamento e que assim que concluído deve manifestar sobre o resultado

11/06/2021 08h37 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação 2 Fonte: VEJA BEM MT
Emanuel diz que MPE e Poder Judiciário estão sendo induzidos ‘ao erro’; vídeo

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), disse que o Ministério Público do Estado e o Poder Judiciário estão sendo induzidos “ao erro”, veja vídeo ao final.

A fala do chefe do executivo municipal foi feita na manhã dessa quinta-feira (10), após a realização da Operação Overpriced, deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), com apoio do Gaeco, contra servidores e empresas investigadas por vendas de medicamentos à Secretaria de Saúde do Município.

Questionado se seria perseguição contra sua gestão, o prefeito revelou que está fazendo um levantamento e que assim que concluído deve manifestar sobre o resultado.

“Eu não gosto de atacar a Instituição (Polícia Civil), membros que compõe as instituições é que são passíveis de abusos. Tem alguns membros dessa instituição, que já tem indícios muito forte de abuso e perseguição com intuito de atingir o prefeito e a gestão Emanuel Pinheiro, mas em breve eu vou me manifestar sobre isso”.

Mais cedo, a Prefeitura de Cuiabá divulgou nota informando que a Secretaria Municipal de Saúde está à inteira disposição dos órgãos investigadores e da Justiça, já tendo contribuído com as informações solicitadas e destaca que suspendeu os pagamentos à empresa alvo das apurações.

A OPERAÇÃO OVERPRICED

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), em conjunto com o Ministério Público do Estado, por meio do Gaeco, deflagraram na manhã desta quinta-feira (10.06), a segunda fase da Operação Overpriced.

Após a deflagração da primeira fase, realizada em outubro do ano passado, e com base nas novas provas coletadas e em auditorias do Ministério da Saúde, por meio da Seção de Auditoria de Mato Grosso, a equipe da Deccor identificou diversas irregularidades em procedimentos licitatórios envolvendo, ao menos, três empresas que forneceram medicamentos à Secretaria Municipal de Saúde, por meio de dispensa de licitação, durante o período da pandemia ocasionada pela covid-19.

Foram detectadas irregularidades procedimentais com direcionamento para favorecer as empresas contratadas.

Além disso, verificou-se que houve uma coordenação de aquisições baseadas na superestimação de consumo de medicamentos, muito além da necessidade de consumo em 180 dias, com o possível vencimento dos medicamentos.

Além de compras em excesso, os investigadores verificaram o sobrepreço de medicamentos e a compra de fármacos por meio de dispensa, sob a justificativa de enfrentamento à covid-19, que, no entanto, não são utilizados para o tratamento relacionado ao coronavírus.

A decisão decretada pela juíza da 7ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes, determinou o bloqueio de valores no valor de R$ 2.175.219,77.

Após a representação dos delegados da Deccor e dos promotores, o Poder Judiciário determinou que os quatro servidores investigados à época dos fatos, possivelmente envolvidos com a organização criminosa, cumpram medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso à Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e proibição de contato entre investigados e servidores dos quadros do órgão de saúde da Capital.

Com a deflagração desta fase da operação, a Deccor procederá com o interrogatório dos suspeitos que ainda não foram ouvidos, para finalização e envio do inquérito policial ao Poder Judiciário, uma vez que todas as provas técnicas já foram produzidas em conjunto com o Ministério da Saúde.

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