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OPINIÃO ENOCK CAVALCANTI

O festão de aniversário de Jayme Campos em boate. Ele fulminou grupo de Dante, a esquerda e submete politicos do Agro e do bolsonarismo em MT

Já são mais de 50 anos de domínio da chamada Velha Política da Família Campos neste Estado onde tudo que se planta ou se cria vira ouro, multiplicando a fortuna dos donatários dessas terras

13/09/2021 às 14h13
Por: Redação 3 Fonte: ENOCK CAVALCANTI
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O festão de aniversário de Jayme Campos em boate. Ele fulminou grupo de Dante, a esquerda e submete politicos do Agro e do bolsonarismo em MT

No domingo, 12 de setembro de 2021. O grande pecuarista e senador Jayme Campos patrocinou uma baita festa, fechando a boate Valley Pub,  em Cuiabáreunindo uma legião de parentes, amigos e correligionários para o tradicional beija mão em torno de sua pessoa, com muitos comes e bebes e a champanhe rolando solta.  

Já são mais de 50 anos de domínio da chamada Velha Política da Família Campos neste Estado onde tudo que se planta ou se cria vira ouro, multiplicando a fortuna dos donatários dessas terras.  

Com o surgimento do pessoal do "olho azul' do AgroNegócio, comandados por Blairo Magg, Eraí Maggi, Zeca Viana, Erico Piana e outros que tais , na virada do século 20, chegou a haver algum estranhamento com esses caciques da Velha Politica de Mato Grosso, sempre levada a ferro e fogo, mas a pacificação de interesses acabou prevalecendo. Eles não se confrontam mais, e administram em esperta parceria os negócios e a política nessa produtiva Fazenda Modelo (apud Chico Buarque) que é Mato Grosso, cuja riqueza deixa embasbacado as pessoas pelo mundo afora, quando ouvem contar do que fatura por aqui. 

A família Campos soube conviver e submeter, ultimamente, até mesmo os pretensos ferrabrases do bolsonarismo, que não conseguiram escapar do seu fascínio e dependem dela para se beneficiar nessa divisão do bolo de riquezas que o Estado representa. 

 Mas a grande vitória da Família Campos foi, sem dúvida, terem conseguido sepultar sob muitos palmos de terra medida (apud Joao Cabral de Melo Neto), os seus adversários mais buliçosos que se articulavam em torno do ex-governador Dante de Oliiveira. Dante, que chegou a intentar ser o Che Guevara do Pantanal, quando militava no guerrilheiro MR-8, acabou se entregando às suas influências burguesas, para conseguir revezar com os Campos no poder, mas não soube administrar os questionamentos que se ergueram à sua esquerda, perdendo a disputa para o Senado para uma professora da UFMT, Serys Slhessarenko, e por causa desse mau passo, acabou com a diabetes lá em cima, e morreu precocemente.  

Depois de fazer Serys senadora, a esquerda do PT mergulhou em disputa fratricida, acabando por voltar ao gueto, enquanto Serys se transmutava em neobolsonarista. Ou seja, facilitaram tudo para que o poder da Família Campos se eternize, sem que surja um grupo sequer capaz de tirar-lhes o bastão e o chicote das mãos. Dá pena ver os herdeiros de Dante hoje, quase todos pretendendo faturar como marqueteiros – caso de Antero e Wilson Santos – enquanto os Campos se mantém no seu perene pedestal. A debacle dos tucanos foi tão séria que hoje são abalados com a perspectiva até mesmo de extinção do PSDB em Mato Grosso – e se Luís Soares já se inscreveu no DEM, sob o domínio de Jayme e Júlio Campos, não haverá o que se estranhar se os dantistas nos aparecerem com novas infâmias nos próximos capitulos dessa farsa partidária. 

Enquanto os adversários se perdem entre o choro e o ranger de dentes, Jayme Campos, nesse domingo 12 de setembro, dançou com seu gado, digo, como seu povo, com a certeza que “Deus continuara derramando sobre ele o seu amor”. À Familia Campos o que é da Familia Campos. 

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