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POLÍTICA AFASTADO DA DEFAZ

Durante depoimento, delegado diz que investigava governo e filho de Riva

O apontamento do delegado foi feito durante depoimento à Comissão de Segurança Pública

14/09/2021 às 17h47 Atualizada em 15/09/2021 às 10h40
Por: Redação 3 Fonte: GAZETA DIGITAL
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Durante depoimento, delegado diz que investigava governo e filho de Riva

O delegado Lindomar Toffoli, que foi afastado da Defaz, afirmou que se sentiu direcionado por fala do delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval.  

O apontamento do delegado foi feito durante depoimento à Comissão de Segurança Pública, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na tarde desta terça-feira (14).  

Aos membros da Comissão, o delegado questionou o fato de ter sido afastado da Defaz no mesmo período em que investigava denúncia feita contra o governo do Estado.  

Após sua saída da Defaz, Lindomar afirmou ter se sentido injustiçado, pelo fato de o afastamento não ter sido justificado.   Ainda que sem vincular diretamente seu afastamento à investigação, o delegado apontou que é necessária autonomia nas apurações.  

“Se eu não posso investigar o governo, quem vou investigar?”, afirmou, acrescentando que à época também investigava denúncia contra o filho do ex-deputado José Riva.

O caso
Os delegados prestam depoimento após o prefeito apresentar denúncia à Assembleia Legislativa de Mato Grosso e à Corregedoria da Polícia Civil sobre suposto uso político da instituição.

Segundo Emanuel, o governo do Estado, sob comando do governador Mauro Mendes (DEM) teria interferido diretamente junto ao comando da Polícia Civil direcionando investigações contra a gestão da Capital.

A denúncia foi apresentada por Emanuel ainda em dezembro de 2019, quando o prefeito requereu ao então presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (DEM), que investigasse a gestão do delegado-geral Mário Dermeval.

De acordo com Emanuel, a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) foi utilizada para incriminar sua gestão à época em que os delegados Lindomar Toffoli e Anderson Veiga estavam lotados na unidade.

Os delegados, de acordo com o prefeito, teriam sido pressionados a instaurarem investigação que tinha como mote a compra de votos de vereadores para que cassassem o mandato do então parlamentar Abílio Júnior.

Posteriormente, em junho deste ano, o prefeito apresentou nova denúncia de uso da Polícia Civil contra sua gestão, apontando uso ilícito da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Deputados presentes

Estavam presentes os deputados Alan Kardek (PDT), delegado Claudinei (PSL), João Batista (Pros), Ulysses Moraes (PSL), Faissal Calil (PV), e Dr. João (MDB).

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