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Aversão a Mendonça abre espaço para juiz de Sinop chegar ao Supremo Tribunal Federal

"Evangélico" e de perfil “muito conservador”, Giannotte tem a seu favor a indicação da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages)

15/09/2021 09h59
Por: Redação 2 Fonte: ESTADÃO MT
Aversão a Mendonça abre espaço para juiz de Sinop chegar ao Supremo Tribunal Federal

A resistência do Senado Federal em aprovar a indicação de André Mendonça, ex-advogado geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) abre uma brecha para a candidatura do juiz Mirko Vincenzo Giannotte, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A vaga a ser ocupada foi aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, ocorrida no último dia 5 de julho.

Evangélico e de perfil “muito conservador”, como se define, Giannotte tem a seu favor uma carta de indicação da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages), entidade que congrega mais de 1,2 mil juízes de todo o país e que já foi presidida pelo magistrado de Sinop durante dois triênios.

Giannotte também fez visitas a Brasília nos últimos meses e atraiu os holofotes da imprensa nacional para si. Ele é visto como um possível pacificador para a crise estabelecida no relacionamento entre as instituições, já que defende uma reaproximação do Supremo com a sociedade.  

É visto também como uma opção de escolha para escapar do ‘cabo de guerra’ estabelecido pelos favoritos de Bolsonaro para a vaga: o ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Augusto Aras, procurador-geral da República; e o próprio André Mendonça.

Ainda não há uma previsão de quando o processo de escolha de um novo ministro será desengavetado no Senado, já que os parlamentares decidiram travar o processo desde o início das articulações para as manifestações de Sete de Setembro, que tiveram a Suprema Corte e o Senado como alvos principais.

O que se sabe, por hora, é que o favorito de Bolsonaro para o cargo, André Mendonça, está perdendo apoio no Senado. Levantamento mais recente realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta que apenas 25 senadores apoiariam a indicação dele para ministro do STF. Ele precisaria de pelo menos 41 dos 40 senadores a seu favor para conseguir a cadeira.

Ademais, a relação do governo com o Senado se encontra abalada, apesar da carta pacificadora que assinou para se retratar dos excessos nas manifestações de Sete de Setembro. Nesta quarta, por exemplo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolveu ao presidente a medida provisória (MP) que dificultava a remoção de conteúdos das redes sociais. Diante disso, o governo teme que a rejeição de Mendonça em uma eventual sabatina soe como uma demonstração de fraqueza.

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