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POLÍCIA NOTÍCIA-CRIME

Polícia Federal encaminha e MPE assume caso do jornalista Aprá

Áudios e vídeos colocam governador, primeira-dama e empresário como possíveis mandantes do crime de perseguição ao profissional de imprensa

15/09/2021 10h37 Atualizada há 9 horas
Por: Redação 2 Fonte: MINUTO MT
Profissional da comunicação aponta rede de perseguição criminosa envolvendo governador, primeira-dama e empresário. Espião contratado foi pego em áudios e vídeos.
Profissional da comunicação aponta rede de perseguição criminosa envolvendo governador, primeira-dama e empresário. Espião contratado foi pego em áudios e vídeos.

A Polícia Federal – PF enviou ao Ministério Público Estadual – MPE o caso do jornalista Alexandre Aprá, que fugiu de Mato Grosso no início do mês com medo de morrer.

O profissional de imprensa protocolou junto à Polícia Federal – PF uma noticia-crime-PF no qual denuncia uma perseguição criminosa do qual foi alvo em virtude do seu trabalho investigativo no site “ISSO É NOTÍCIA”.

O governador, Mauro Mendes (DEM), sua esposa Virgínia Mendes e o empresário Ziad Fares são citados em áudios pelo detetive Ivancury Barbosa, que possui histórico de acusação por pistolagem, como contratantes do seu trabalho contra Aprá.

A ideia inicial era forjar um flagrante envolvendo drogas ou abuso sexual de menores para assassinar a reputação do profissional de imprensa, que vinha denunciando desmandos do atual Governo de Mato Grosso.

Segundo manifestação da Polícia Federal, contudo, o caso deve ficar na esfera estadual. “Não vislumbramos, nos fatos narrados, nenhum crime de competência federal”, despachou o delegado federal, Renato Sayao Dias.

A Polícia Federal ainda aponta falta de materialidade para as denúncias realizadas por Aprá, mesmo com todos os indícios apontados nos áudios e vídeos de Ivancury, onde ele sinaliza o governador e sua esposa representados em sua contratação por Ziad.

Um vídeo do detetive, já divulgado pelo MINUTO MT, mostra o profissional da espionagem com um contrato de prestação de serviços no qual ele mesmo aponta ter celebrado com Ziad, empresário que figura na história como um intermediário da situação,

Em outros momentos do áudio, Ivancury refere-se com intimidade em relação a Mauro e Virgínia, mostrando ter informações muito aproximadas sobre a vida de ambos.

Todo o material foi colhido por um amigo de Aprá, que conseguiu se apresentar como desafeto e vendeu serviços facilitadores e de informações privilegiadas a Ivancury. Nesta convivência, o esquema foi desmontado e ganhou a atenção de boa parte da imprensa nacional.

Ziad, Virgínia e Mauro Mendes desmentem toda a trama, enquanto o detetive confirma que foi contratado e que tinha Aprá como alvo. Todavia, ele não assume, por “ética profissional”, quem sejam seus pagantes. Até mesmo um tenente da Polícia Militar estaria envolvido como informante do detetive.

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