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Oficial PM que agrediu filho de ex-vereador já "desovou" corpo em Chapada

Então comandante-geral da PM pediu expulsão de Sávio Pellegrini, mas PGE recomendou arquivamento do caso

22/09/2021 às 10h20 Atualizada em 22/09/2021 às 10h25
Por: Redação 2 Fonte: REDAÇÃO FOLHAMAX
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Oficial PM que agrediu filho de ex-vereador já

O tenente-coronel da Polícia Militar, Sávio Pellegrini, já confessou ter matado e “desovado” o corpo de um ex-reeducando no Portão do Inferno – um conhecido ponto da MT-251 (“Estrada da Chapada”), rodovia que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães, no ano de 2008. O oficial da PM ganhou as manchetes, mais uma vez, após ser flagrado no por câmeras de um prédio de luxo último sábado (18), na Capital, agredindo pelas costas um menor de 17 anos.

No ano de 2008, Pellegrini, à época tenente da PM, confessou que matou a tiros o suposto assaltante da casa de seus pais, Edson Neves Rosa, de 26 anos, no bairro Consil, em Cuiabá. Ele próprio admitiu que colocou o corpo no porta-malas de um Mercedez Classe A, e depois jogou a vítima no "abismo" do Portão do Inferno.

Na época, Sávio Pellegrini justificou o crime dizendo que estava com a “cabeça quente”. Em depoimento, o oficial admitiu ter agido sozinho quando flagrou o furto de um aparelho de som de um veículo. O Comandante da PM à época, o coronel Benedito Campos Filho, chegou a enviar o processo administrativo contra Pellegrini ao então governador Blairo Maggi, sugerindo a expulsão do militar. Os autos foram remetidos à Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Em sua decisão, o órgão decidiu manter o oficial da PM nos quadros por falta de indícios de dolo ou culpa na “desova” do assaltante no Portão do Inferno.

No ano de 2019, Sávio Pellegrini ganhou mais uma vez as manchetes após o Poder Judiciário de Mato Grosso o “livrar” de uma pena de 3 anos e 9 meses pelo crime de tortura. Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) declararam a incompetência da juíza aposentada, que atuava na 7ª Vara Criminal, Selma Arruda. Segundo o entendimento dos magistrados, a Justiça Militar deveria analisar o caso, .

De acordo com informações da denúncia de tortura, os oficiais da PM Sávio Pellegrini Monteiro, Rafael Dias Guimarães e Airton Araújo Feitosa, “previamente ajustados e mediante cooperação de condutas”, invadiram uma residência no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá, e “constrangeram” as vítimas Jackson, Paulo Henrique e Emanuel “com emprego de violência e grave ameaça”. Os agentes de segurança pública buscavam informações sobre uma outra pessoa.

NÃO AOS DIREITOS DA CRIANÇA

O tenente-coronel da PM também já publicou artigos na Homens do Mato, publicação da Polícia Militar de Mato Grosso que se intitula como uma “revista científica de pesquisa em segurança pública”.

No ano de 2016, Sávio Pellegrini publicou um artigo intitulado “A interferência da malha curricular do curso de formação de oficiais (CFO) da polícia militar do estado de Mato Grosso na formação dos ingressos com bacharelado em direito”.

Na pesquisa, Pellegrini faz uma crítica à grade curricular do curso de formação de oficiais (CFO), e defende a ”supressão” de disciplinas como “Direitos Humanos”, “Sociologia do Crime e da Violência”, “Ética e Cidadania”, e até mesmo “Direito da Criança e do Adolescente” – área do direito civil que deverá agora ser utilizada contra ele após a agressão pelas costas ao menor de idade.

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