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JURÍDICAS ALVO DE OPERAÇÃO

Justiça nega desbloquear dois veículos de genro de Arcanjo

Giovanni Zem Rodrigues responde ação penal pela suspeita de crime de organização criminosa

22/09/2021 às 15h35 Atualizada em 23/09/2021 às 09h35
Por: Redação 3 Fonte: MIDIANEWS
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Justiça nega desbloquear dois veículos de genro de Arcanjo

A Justiça negou recurso e manteve bloqueados dois veículos apreendidos do empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro.

 

Os veículos, um Fiat Toro e o SUV Honda WR-V, estão bloqueados desde 2019, quando o empresário foi alvo da Operação Mantus, que desarticulou dois grupos acusados de exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso.

 

A decisão é assinada pela juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta quarta-feira (22).

 

No recurso, o empresário alegou que embora os automóveis estejam em seu nome, eles pertencem à sua empresa, a Granito Muito Mais Soluções em Serviços e Locação Eireli (antiga denominação RR Pago Eireli). Sustentou ainda que os veículos têm origem lícita. 

 

Em sua decisão, a magistrada afirmou que as provas colhidas até o momento indicam que Giovanni Zem usou a empresa para a prática do delito de lavagem de dinheiro.

 

“Importa consignar, que segundo as investigações das autoridades policiais, Giovani exercia cargo de liderança na Orcrim, e que a empresa Granito Muito Mais Soluções em Serviços e Locação Eireli, era sediada em imóvel de João Arcanjo, e administrada por Giovanni, que utilizava a referida empresa para lavagem de capitais oriundos do jogo do bicho, mediante técnica de smurfing e mescla”, disse a juíza.

 

“Por essa razão, os bens apreendidos ainda interessam ao deslinde da ação penal, devendo permanecer apreendidos, porquanto, somente com a instrução criminal é que será possível averiguar se os veículos em questão foram instrumentos/produto/ou proveito do crime”, decidiu a magistrada.

 

A Mantus

 

A Operação Mantus investigou dois grupos supostamente envolvidos com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso: a “Colibri” que seria chefiada por Zem e Arcanjo e a Ello/FMC, que seria liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho.

 

Em julho de 2019, o juiz Jorge Luiz Tadeus Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, acatou as denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) referente as duas organizações.

 

Em maio do ano passado, porém, o Tribunal de Justiça trancou a denúncia em relação ao ex-comendador por falta de provas.

 

Continuam denunciados Giovanni Zem, Noroel Braz da Costa Filho, Mariano Oliveira da Silva, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Agnaldo Gomes de Azevedo, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas, vulgo “Freitas”, e Valcenir Nunes Inerio, vulgo “Bateco”.

 

Todos vão responder pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

 

Já referente à organização  Ello/FMC, além de Frederico Müller Coutinho foram denunciados,Dennis Rodrigues Vasconcelos, Indinéia Moraes Silva, Kátia Mara Ferreira Dorileo, Madeleinne Geremias de Barros, Glaison Roberto Almeida da Cruz, Werechi Maganha dos Santos, Edson Nobuo Yabumoto, Laender dos Santos Andrade, Patrícia Moreira Santana, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, Rosalvo Ramos de Oliveira, Eduardo Coutinho Gomes, Marcelo Conceição Pereira, Haroldo Clementino Souza, João Henrique Sales de Souza, Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e Adrielli Marques.

 

Pesam contra integrantes da Ello/FMC a prática dos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

 

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