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POLÍTICA CPI DA COVID

Cuiabano não responde, irrita senadores e têm sigilos quebrados; Veja

Danilo Trento respondeu a maioria das perguntas com “irei exercer direito ao silêncio"

23/09/2021 às 11h05 Atualizada em 23/09/2021 às 17h32
Por: Redação 2 Fonte: REDAÇÃO MÍDIA NEWS
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O empresário Cuiabano, Danilo Trento que depõe à CPI
O empresário Cuiabano, Danilo Trento que depõe à CPI

Diretor da Precisa Medicamentos, o empresário cuiabano Danilo Trento, presta depoimento na manhã desta quinta-feira (23) à Comissão parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, que tramita no Senado Federal.

A empresa entrou na mira da CPI por ter intermediado a compra da vacina Covaxin entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica indiana Bharat Biotech, em uma negociação sobre a qual pesam suspeitas de corrupção. 

Danilo tem um habeas corpus, concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que garante seu direito de permanecer em silêncio na sessão.

Por isso, a maioria das perguntas da comissão tem sido respondida com: "Senhor senador, irei exercer direito ao silêncio".

As negativas de Trento irritaram os membros da CPI. A pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a comissão então decidiu pela quebra de sigilo fiscal e bancário de Trento.

No pouco que disse, ele reconheceu ser "amigo  pessoal" de Francisco Emerson Maximiano, sócio-diretor da Precisa Medicamento e alvo da CPI.

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Por que Trento foi convocado

O empresário cuiabano tem empresas ligadas a Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos.

Ele ainda foi apontado pelo suposto lobista Marconny Faria, em depoimento à CPI, como o verdadeiro “dono” da Precisa, aquele com quem as conversas sobre as intenções da Precisa em contratos com o Ministério da Saúde eram tratadas.

“Eu sou diretor institucional da Precisa Medicamentos”, garantiu Trento quando foi questionado sobre as acusações do lobista.

A Comissão ainda apontou que foram recebidas informações de que “Danilo e Maximiano viajaram juntos à Índia para as negociações em torno dos testes de Covid e da vacina Covaxin”.

Há ainda as suspeitas de que Trento possa ter relações com Marcos Tolentino, suposto dono da FIB Bank. A empresa ofereceu garantias no contrato de compra da vacina indiana e também é alvo da CPI.

À CPI, ele reduziu a dizer: “Marcos Tolentino é uma pessoa que conheço há muitos anos e eu o considero um amigo”, disse o empresário que preferiu não responder sobre a ligação das relações instituições entre Precisa e FIB Bank.

Depoimento:

Viagem à Índia – 10h45

O empresário revelou que foi duas vezes para a Índia, mas não informou as datas. Ele ainda se recusou a responder sobre o motivo de a Precisa Medicamentos ter pago mais de R$ 5 milhões para a empresa Barão Turismo. 

Trento também não respondeu sobre o motivo Rafael Barão, proprietário da agência de turismo, estar presente na viagem. Apenas disse que a empresa presta serviços a Precisa.

Tratativas da Covaxin – 10h50 

O relator da CPI Renan Calheiros (MDB-AL) fez uma série de questionamentos sobre a suposta participação de Trento nas tratativas da compra da vacina indiana Covaxin. "Como diretor eu não participo de negociações da Precisa Medicamentos".

Negou ter pedido ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que telefonasse ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para acelerar a negociação. 

Segundo ele, o preço de US$ 15 estipulado pela fabricante Bharat estava dentro da faixa cobrada de outros clientes, entre US$ 15 e US$ 20.

Relação com Bolsonaro – 10h52

Calheiro questiona Trento sobre qual a relação com a família Bolsonaro e ele se reduz a dizer: “Eu apenas os conheço alguns publicamente e outros em eventos, mas não tenho relação com nenhum membro da família”, disse.

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