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POLÍTICA CAUTELA NA CÂMARA

Líder diz que não é momento de CPI contra o prefeito Emanuel Pinheiro

De acordo com o vereador, ele também se sentiu surpreso com o pedido de afastamento de Emanuel por tempo indeterminado

19/10/2021 às 14h21 Atualizada em 19/10/2021 às 19h43
Por: Redação 3 Fonte: ESTADÃO MATO GROSSO
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Líder diz que não é momento de CPI contra o prefeito Emanuel Pinheiro

O líder do prefeito na Câmara Municipal de Cuiabá, Mário Nadaf (PV), disse que não é o momento de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar Emanuel Pinheiro (MDB), que foi afastado do cargo por determinação da Justiça nas primeiras horas desta terça-feira (19).

De acordo com o vereador, ele também se sentiu surpreso com o pedido de afastamento de Emanuel por tempo indeterminado. Mário afirmou ser contra uma CPI antes de conhecer todo o processo.

“Ninguém é criança para tomar uma decisão de tamanha envergadura. Agora, por outro lado, vimos vários acontecimentos que culminaram com o retorno do prefeito ao cargo, deixando só esse prejuízo irreparável moral. É preciso de muita prudência para não tomarmos decisões precipitadas. Aqui se falam em CPI e comissão processante, mas no dia não é para nós conhecermos o teor que levou o afastamento do prefeito”, declarou em entrevista.

Quando Nadaf fez as declarações, o processo ainda estava sob segredo de Justiça. Na oportunidade, ele ponderou que o fato corroborava para a não criação de uma CPI, já que o teor era desconhecido. A decisão judiciária, segundo o líder, abala a governabilidade de Emanuel. 

“Tive oportunidade de falar com o vice, nosso correligionário José Roberto Stopa, agora no cargo de prefeito, e estamos aguardando o decorrer, porque toda a decisão pelo o que foi anunciado na mídia, foi contratação irregular e esse fato aconteceu o afastamento do prefeito”, completou.

A vereadora Edna Sampaio (PT) também falou que está assustada com o afastamento de Emanuel e já pediu para a sua assessoria jurídica conhecer melhor o processo contra o prefeito. Porém, Edna citou a contratação de empresas privadas na saúde, o que ela caracterizou como terceirização do setor em Cuiabá. Em sua avaliação, isso prioriza o lucro às empresas, enquanto nas unidades básicas de saúde faltam remédios e outros serviços básicos.

“É muito grave o afastamento de um prefeito eleito pela população e quero aqui me solidarizar com todos aqueles que votaram e acreditaram [no prefeito], pois tem gente boa e honesta que acreditou e é muito triste o que acontece hoje na capital. Precisamos dar o exemplo de boa gestão e boa administração”, declarou.

Edna espera que os responsáveis sejam punidos e que ainda nesta terça-feira vai protocolar um pedido de vistas no processo para conhecer melhor o teor da denúncia contra o prefeito.

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