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Número de suicídios no Brasil e no mundo é preocupante, diz psiquiatra

Reila Maria/Câmara dos Deputados Segundo Müller (no telão), 4% dos adolescentes brasileiros apresentam sinais depressivos O grupo de trabalho da ...

20/10/2021 às 18h12
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Segundo Müller (no telão), 4% dos adolescentes brasileiros apresentam sinais depressivos - (Foto: Reila Maria/Câmara dos Deputados)
Segundo Müller (no telão), 4% dos adolescentes brasileiros apresentam sinais depressivos - (Foto: Reila Maria/Câmara dos Deputados)

O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados destinado ao estudo sobre o aumento de suicídio, automutilação e problemas psicológicos entre os jovens brasileiros promoveu nesta quarta-feira (20) sua primeira audiência pública.

O psiquiatra Humberto Müller, de Rondônia, apresentou dados sobre o suicídio no Brasil e no mundo. Ele disse que acontecem 16 milhões de tentativas por ano no mundo. “No Brasil, acontece uma morte por suicídio a cada 45 minutos, mas para cada morte temos outras 20 tentativas. Os números são altos e preocupantes”, explicou.

Müller também chamou a atenção para o aumento nos casos de depressão e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) entre crianças e adolescente. Segundo ele, “4% dos adolescentes brasileiros apresentam sinais depressivos e 1 a cada 4 crianças já apresentou indícios da doença”.

Ele disse que os números de Centros de Atenção Psicossocial são insuficientes para o atendimento de todos. “Em Rondônia, temos apenas um CAPS I (centro especializado no atendimento infanto-juvenil). Os números são muito pequenos pela magnitude dos problemas”, afirmou.

Posvenção
A psicóloga Fabiola Ruzzante Fernandes ressaltou a necessidade de criar um plano de pósvenção, que é o conjunto de ações para promoção do cuidado prestado aos sobreviventes enlutados por um suicídio, para evitar que novas tentativas aconteçam no mesmo núcleo familiar ou escolar.

“É muito importante ter um plano consolidado de pósvenção, uma política pública nacional. Quando uma família vivencia uma perda por suicídio ela fica totalmente desorganizada, buscando constantemente pelo motivo, se culpando. É uma situação extremamente dolorosa que precisa de cuidados, pois há riscos de termos dentro desse mesmo grupo outras tentativas”, destacou.

A audiência foi proposta pela deputada Jaqueline Cassol (PP-RO), relatora do grupo de trabalho.

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