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JURÍDICAS CADEIRA DE R$ 12 MI

STF marca julgamento para avaliar foro de defensores, procuradores e chefe da PJC

Silval, Riva e Sérgio Ricardo depõem sobre compra de vaga no TCE

25/10/2021 às 08h38 Atualizada em 25/10/2021 às 14h34
Por: Redação 2 Fonte: CONEXÃO PODER
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O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, é o relator da ação movida pela PGR
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, é o relator da ação movida pela PGR

Está prevista para a próxima sexta-feira (29) audiência com o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva, sobre o suposto esquema de compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Conforme o juiz Bruno D'Oliveira Marques, da Vara de Ação Civil Pública e Popular de Cuiabá, também é esperado que o conselheiro Sérgio Ricardo, acusado da compra da vaga, seja interrogado no mesmo dia, se houver tempo.

O agendamento foi publicado no Diário de Justiça eletrônico do dia 20 de outubro e a audiência será feita de forma virtual, com previsão de início às 9h.

Nessa ação, são réus, além de Sérgio Ricardo, Silval e Riva, o ex-governador Blairo Maggi, o ex-conselheiro Humberto Bosaipo, o ex-secretário Éder Moraes, e os empresários Junior Mendonça e Leandro Valoes Soares. Este último é filho do ex-conselheiro Alencar Soares, que também é réu.

O esquema foi descoberto durante as investigações da Operação Ararath, que resultou na delação de Júnior Mendonça e Silval Barbosa. Os dois já confirmaram que houve a negociação.

Narra a denúncia que, com aval de Blairo, o grupo teria negociado a compra da vaga do ex-conselheiro Alencar, em 2009, ao custo de mais de R$ 12 milhões. Do valor, R$ 4 milhões teriam sido pagos por Sérgio Ricardo e outros R$ 4 milhões foram pagos por Júnior Mendonça.

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Segundo as investigações, o caso foi além da compra da vaga e revelou um esquema grandioso de lavagem de dinheiro e triangulações financeiras, que também foi usado para financiamento de campanha e enriquecimento ilícito de agentes públicos.

Sobre o esquema, já foram ouvidas algumas testemunhas, dentre as quais o senador Wellington Fagundes, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Guilherme Maluf, os deputados estaduais Sebastião Rezende e Nininho Bortolini, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e o empresário João Carlos Simoni.

Por conta do caso, Sérgio Ricardo ficou afastado do cargo de conselheiro do TCE desde janeiro de 2017, tendo conseguido decisão favorável para seu retorno apenas na quinta-feira passada (21). Contudo, até o momento, não foi feito o ato para sua reintegração.

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