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BRASIL "FATOR R"

Operação de Goiás combate esquema que fraudou 49 licitações em MT

Ministério Público de Goiás cumpre mandados em Goiás e em Mato Grosso

26/10/2021 às 10h53 Atualizada em 26/10/2021 às 17h26
Por: Redação 2 Fonte: G1-GO
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Dinheiro apreendido durante Operação Fator R — Foto: Divulgação/MP-GO
Dinheiro apreendido durante Operação Fator R — Foto: Divulgação/MP-GO

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) cumpre, na manhã desta terça-feira (26), mandados contra um grupo suspeito de desviar mais de R$ 70 milhões de cidades goianas fraudando licitações em vendas de pneus. A Justiça autorizou 36 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva a serem cumpridos em Goiás e em Mato Grosso.

Até às 9h45, os agentes haviam apreendido R$ 74.328,00 como resultado dos primeiros mandados cumpridos. A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) amanheceu já com agentes cumprindo algumas dessas ordens de busca e apreensão.

Também há registros de equipes do MP chegando a condomínios residenciais em bairros nobres de Goiânia. O g1 solicitou um posicionamento à Comurg, por mensagem às 9h12 desta terça-feira, e aguarda retorno.

A reportagem também pediu uma posição à Metrobus, à Prefeitura de Goiânia e Prefeitura de Aparecida de Goiânia, que também seriam alvos de mandados a serem cumpridos, e aguarda resposta. A ação envolve Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e apoio da Polícia Militar.

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A operação foi chamada de Fator R, que é o cálculo usado por empresas para determinar quanto de imposto vão pagar no Simples Nacional. Isso porque as investigações apontaram que uma grande loja criou outras menores, no mesmo ramo, para participar de processos de licitação como se fossem empresas de pequeno porte ou microempresas.

Segundo as apurações, muitas empresas tinham o mesmo endereço ou eram "sócias" entre si, evidências de que todas faziam parte de um mesmo conglomerado familiar. O MP aponta que os envolvidos trabalhavam para obter vantagens e fraudar as licitações.

De acordo com o MP, o grupo é suspeito de fraudar licitações em 148 cidades de Goiás, 49 do Mato Grosso, um município do Tocantins e outro da Bahia. Entre os crimes identificados pelo órgão durante as apurações foram: fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção e lavagem de capitais.

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