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POLÍTICA INTOLERÂNCIA

Evangélico, deputado pede para barrar Conselho LGBTQIA+

O Conselho Estadual LGBTQIA+ visa ampliar a participação política e o controle social das ações públicas de incentivo à cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais

26/10/2021 às 17h33
Por: Redação 3 Fonte: GAZETA DIGITAL
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Evangélico, deputado pede para barrar Conselho LGBTQIA+

Deputado Sebastião Rezende (PSC) trabalha para barrar a aprovação do projeto de lei (862/2021), de autoria do Executivo, que visa criar o Conselho Estadual LGBTQIA+.

Membro da igreja Assembleia de Deus, o parlamentar criticou a proposta afirmando que população LGBTQIA+ não precisa do órgão para defender seus direitos.

“A preocupação que todos nós temos é de que um Conselho dessa natureza, que privilegia um determinado grupo em detrimento de tantos outros, traga prejuízo para a coletividade. Nós temos clareza de que esse movimento LGBT não é de minoria ou de grupos fragilizados. Nós temos grupos fragilizados que são os idosos e as crianças; são pessoas que precisam efetivamente do amparo do poder público”, disse na sessão da última quarta-feira (20).

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De acordo com o projeto, o Conselho Estadual LGBTQIA+ visa ampliar a participação política e o controle social das ações públicas de incentivo à cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. A criação do órgão também leva em consideração os altos índices de casos de preconceito, homofobia e violência.

Apesar da relevância do texto, o deputado condenou a iniciativa e disse que articulou com o líder do governo, Dilmar Dal Bosco (DEM), para que a tramitação do texto fosse interrompido e arquivada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Segundo o evangélico, o democrata havia concordado.

No entanto, a articulação foi desmentida pelo próprio governador Mauro Mendes (DEM) na manhã desta segunda-feira (25). Questionado sobre o assunto, o chefe do Executivo disse que não havia feito nenhum acordo com os deputados nesse sentido.

O chefe do Paiaguás ainda acrescentou que todas as pessoas merecem respeito e políticas públicas, independente da orientação sexual. "Isso não foi tratado. É um tema que para alguns é sensível, mas eu digo uma coisa meus amigos: nós temos pessoas diferentes e todas elas merecem respeito do Estado. Temos que cuidar de todas pessoas independente de sua opção religiosa ou orientação sexual", ponderou o governador.

Falta de representatividade

Além de criticar o Conselho, no mesmo dia, Sebastião também apelou aos colegas que não aprovassem o projeto de autoria do deputado Lúdio Cabral (PT), que previa que estabelecimentos de saúde disponibilizassem campo específico para a indicação da identidade de gênero e orientação sexual do usuário nas fichas ou formulários utilizados em sistemas de informações. 

"Eu já discuti na sessão passada o meu posicionamento contrário ao projeto de lei. A própria Constituição Federal estabelece que todos nós somos iguais perante a lei, estabelece que nós temos homem e mulher. Agora, nós obrigarmos as unidades da saúde e conflitar com o que a própria Constituição estabelece é extremamente desnecessário. A minha visão é de que nós não aprovemos o projeto", defendeu.

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