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POLÍTICA "GABINETE PARALELO"

Núcleo de apoio à Márcia, citado por MP, foi criado na gestão Mauro e Virgínia

Decreto, publicado em janeiro de 2015, durante a gestão de Mendes, em Cuiabá, estruturou a condição à primeira-dama

24/11/2021 às 16h53 Atualizada em 25/11/2021 às 09h22
Por: Redação 3 Fonte: MINUTO MT
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Mauro e Virgínia nos tempos de prefeito e primeira-dama de Cuiabá
Mauro e Virgínia nos tempos de prefeito e primeira-dama de Cuiabá

Chamado de “gabinete paralelo” e apresentado à imprensa e aos mato-grossenses pelo Ministério Público Estadual – MPT com a atmosfera de um esquema criminoso que afastou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), o núcleo de apoio da primeira-dama, Márcia Pinheiro, é uma estrutura administrativa criada durante a gestão do ex-prefeito e hoje governador, Mauro Mendes (DEM/UB), para sua esposa, Virgínia Mendes.

Por meio do decreto 5.697, de 9 de janeiro de 2015, a então gestão de Mauro Mendes estabeleceu nova ordem de composição, níveis hierárquicos, orgânicos e funcionais, dentro da Secretaria Municipal de Governo e Comunicação, estabelecendo uma coordenadoria para um núcleo de apoio à primeira-dama, posição ocupada por Virgínia Mendes, naquela época.

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Os relatórios e a tese do Ministério Público citam até que Márcia atua nesta função em um escritório particular, ou seja, numa estrutura própria e não dentro de um prédio ligado ao Município, o que não denota ilegalidade. A acusação principal, todavia, é de que a atual primeira-dama facilitava um processo de atendimento a aliados políticos que indicavam profissionais para cargos dentro da Secretaria de Saúde, algo negado por Márcia e Emanuel.

Entre documentos apreendidos no tal escritório, dentro da ‘Operação Capistrum’, estão conversas da esposa do prefeito com servidores que ocupam cargos de chefia e diversos currículos. Ao todo, duas decisões de magistrados de Mato Grosso afastaram o prefeito reeleito em 2020. Uma delas, que lhe retirava do cargo por 90 dias, já teve seus efeitos suspensos por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça – STJ.

A outra, expedida em meio a deflagração da operação e que não estipulou prazo para retorno, o prefeito também traçou a estratégia de recorrer direto na capital federal, sem esperar o que decidirão sobre o mérito do caso os membro do pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso – TJMT. Muitos juristas que acompanham o desenrolar dos fatos entendem a retirada do prefeito do cargo, neste momento, como medida excessivamente drástica.

O MINUTO MT já mostrou, inclusive, indicações e relações políticas preenchendo outros cargos públicos por meio de relacionamentos pessoais e políticos de Mato Grosso, como no gabinete do senador Carlos Fávaro (PSD), do companheiro de partido, Ondanir Bortolini, o deputado estadual Nininho (PSD), bem como no próprio Governo do Estado, a pedido do deputado federal, Neri Geller (PP).

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