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POLÍTICA NOVO PARTIDO

DEM quer ex-deputado no comando do União Brasil e Aécio de vice

Acordo é para que diretório estadual da nova sigla permaneça sob comando da ala do DEM

29/11/2021 às 08h54
Por: Redação 2 Fonte: REDAÇÃO MÍDIA NEWS
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O ex-deputado federal Fábio Garcia, que pode assumir o diretório do União Brasil em MT
O ex-deputado federal Fábio Garcia, que pode assumir o diretório do União Brasil em MT

Uma das lideranças do DEM em Mato Grosso, o deputado estadual Eduardo Botelho afirmou que o diretório estadual do União Brasil – sigla em processo de formação após fusão do seu partido com o PSL – deve continuar sob o comando do ex-deputado federal e empresário Fábio Garcia (DEM).

Já o ex-presidente do PSL, Aécio Rodrigues, deverá ser o vice-presidente da nova sigla, colocando, assim, nomes dos dois partidos no comando.

“Por enquanto, o partido está parado. Mas o compromisso é que a presidência deve ficar com [a ala do] DEM. Em sendo aprovado, o presidente será o Fabinho e o Aécio será o vice. Esse é o encaminhamento que deve ser dado”, disse Botelho.

A manutenção de Garcia à frente do partido estaria sendo colocada em dúvida por alguns correligionários, que desde a sua atuação como presidente do DEM já criticavam a postura do ex-deputado por supostamente não responder a ligações ou acelerar as articulações do partido visando às eleições de 2022.

De acordo com o Botelho, o grupo deve sentar com o empresário para alinhas as ideias e qual deve ser a postura da legenda nos próximos meses.

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“Assim que sair essa definição, vamos ter uma conversa com ele. Ele precisa fazer um planejamento, se vai mesmo a campo ou não. Com certeza, vai haver uma definição nesse sentido: ou ele continua e pega firme ou então...”, disse o deputado.

Terceira via

O União Brasil iniciou a caminhada para a disputa da Presidência da República defendendo a indicação de uma candidatura como terceira via na disputa que hoje se encontra polarizada entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deve sair à reeleição. Botelho também defende candidatura própria.

“A ideia do União Brasil é ter candidatura própria. Devem ser apresentados nomes para a Presidência e se não vingar, a tendência é o partido liberar os membros para apoiar quem quiser. Esse é o encaminhamento”, disse.

No entanto, o partido que até então contava com até três nomes como pretensos candidatos, pode ter perdido a sua última carta na quinta-feira (25), quando o presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, afirmou que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta desistiu de concorrer ao cargo, preferindo disputar a uma vaga como deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Mandetta nega e diz que segue à disposição do partido.

Apesar de não descartar ainda lançar candidatura própria, agora, Bivar afirmou que o União considera apoiar candidaturas de outros partidos.

Estão sendo avaliados, por exemplo, os nomes do ex-ministro Sérgio Moro (Podemos); o nome escolhido pelo PSDB, que está entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS); e a senadora Simone Tebet (MDB), que deve lançar sua pré-candidatura.

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