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Médica fala nesta quinta sobre atropelamento e morte de verdureiro

Letícia Bortolini dirigia Jeep que atropelu Francisco Lúcio Mara em abril de 2018

02/12/2021 às 08h40 Atualizada em 03/12/2021 às 08h37
Por: Redação 2 Fonte: G1 MT
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Médica fala nesta quinta sobre atropelamento e morte de verdureiro

A primeira audiência para ouvir a médica dermatologista Letícia Bortolini que atropelou e matou o verdureiro Francisco Lúcio Mara, em abril de 2018, em Cuiabá, acontece nesta quinta-feira (2), no Fórum da capital. A médica foi indiciada por homicídio, omissão de socorro e embriaguez.

A audiência começa a partir de 14h e as testemunhas também serão ouvidas.

O julgamento do pedido de indenização da família foi no dia 10 de novembro, no Fórum de Cuiabá. A defesa da médica tentou por duas vezes livrar ela do pedido de indenização. Na primeira vez argumentou que as filhas não teriam afeto pelo pai, por tê-lo deixado bêbado caminhando na via.

Depois, houve a alegação de que a culpa seria da Prefeitura de Cuiabá, por não ter sinalizado o local e pela falta de iluminação.

Os dois argumentos foram negados pelo juiz Jones Gattas Dias, da 6ª Vara Cível de Cuiabá.

O acidente

Letícia Bortolini é suspeita de ter atropelado e matado o verdureiro, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. De acordo com as polícias Militar e Civil, ela estava com o marido em um carro. Ela dirigia o veículo a 103 km/h, e não prestou socorro.

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O atropelamento do verdureiro ocorreu por volta de 20h do dia 14 de abril. A vítima foi atingida pelo veículo no momento que terminava de atravessar a via.

Francisco tentava subir com seu carrinho na calçada quando foi atingido pelo carro e morreu no local.

O veículo não parou para prestar socorro e foi encontrado em um condomínio no bairro Jardim Itália, na capital, após uma testemunha seguir o veículo e informar a polícia.

Para a polícia, a médica assumiu conscientemente o risco do acidente.

Na conclusão do inquérito policial, o delegado considerou que o fato da vítima apresentar capacidade psicomotora comprometida por elevado estado de embriaguez, confirmado em laudo pericial.

Ela foi presa na casa dela, em um condomínio da capital, e foi solta dois dias depois sob a alegação de que ela tem um filho com 1 ano de idade que precisa dos cuidados dela.

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